Publicado em: 29/02/2024 às 11:15hs
Nesta terça-feira (27), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reuniu-se para discutir a crise que atinge o setor agropecuário brasileiro. Com a projeção de redução na colheita de grãos no Centro-Oeste, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajustou suas estimativas, elevando as preocupações sobre os possíveis impactos no Produto Interno Bruto (PIB) e no desemprego em todo o país. Caso a quebra de safra seja confirmada, há o temor de um aumento nos preços nos supermercados.
A diminuição na safra pode provocar um aumento nos preços dos supermercados por diversas razões. Primeiramente, a redução na oferta de produtos agrícolas devido à quebra de safra diminui a disponibilidade desses alimentos no mercado. Com menos produtos disponíveis, a demanda pode superar a oferta, levando os preços a subirem devido à competição entre os consumidores pelos itens escassos. Além disso, a quebra de safra também pode impactar os custos de produção agrícola, com os agricultores enfrentando desafios adicionais, como investir em medidas para proteger suas plantações ou recorrer a tecnologias mais caras para mitigar os efeitos adversos do clima.
Segundo o relatório divulgado no início de fevereiro, a estimativa de 299,8 milhões de toneladas pela estatal é 6,6 milhões menor do que a prevista em janeiro, representando uma diminuição de 6,3% em relação ao ciclo anterior (2022/23), que totalizou 319,8 milhões de toneladas.
O presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), destacou que a crise atual exigirá tempo e esforços para ser resolvida. Ele ressaltou a importância de buscar soluções em parceria com o governo, deixando de lado disputas políticas e concentrando-se na assistência aos produtores diante da quebra de safra e seus efeitos prejudiciais.
De acordo com o deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR), a situação enfrentada pelo setor agropecuário é complexa, refletindo-se nos preços elevados nos supermercados. Souza apontou que o aumento do custo de produção, associado às condições climáticas adversas, está pressionando os produtores, destacando que o problema principal não é a produção, mas sim o preço.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) expressou sua preocupação com a queda de produtividade sem perspectivas claras de melhora. Bagattoli alertou que a segunda safra, incluindo o milho safrinha e o algodão, também será afetada, tornando a quebra de safra um desafio que pode persistir além do esperado. Em resposta à crise, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) apresentou o projeto de lei 165/2024, visando a renegociação das dívidas dos produtores rurais. Nogueira destacou que essa medida busca proporcionar um alívio financeiro aos agricultores, permitindo-lhes enfrentar os desafios de forma mais resiliente e evitar um endividamento excessivo que comprometeria suas operações.
Fonte: Portal do Agronegócio
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