Publicado em: 01/04/2026 às 10:20hs
Os preços dos combustíveis encerraram março em forte alta no Brasil, com o diesel no centro das pressões e atingindo o maior patamar médio desde agosto de 2022.
De acordo com o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, o diesel S-10 registrou aumento de 14,0% no mês, enquanto o diesel comum avançou 12,9%.
Com a alta, os valores médios nacionais atingiram:
As gasolinas tiveram aumentos mais moderados, com alta de 3,5% na comum e 3,1% na aditivada. Já o etanol (+0,8%) e o GNV (+1,2%) apresentaram variações mais contidas.
O principal fator para a alta foi o reajuste de R$ 0,38 por litro promovido pela Petrobras em meados de março, que foi repassado ao consumidor final.
Além disso, o avanço do conflito no Oriente Médio elevou os preços internacionais do petróleo, com o Brent superando a faixa de US$ 100 ao longo do mês. O risco de interrupções no Estreito de Ormuz aumentou a volatilidade e pressionou os custos de importação.
O aumento dos combustíveis foi generalizado, mas mais intenso nos derivados de petróleo, que têm maior exposição ao mercado internacional.
No acumulado do primeiro trimestre, cinco combustíveis registraram alta, com destaque novamente para:
Em 12 meses, o cenário segue pressionado, com elevação na maioria dos combustíveis. O GNV foi a única exceção, com queda de 5,7% no período.
Medidas adotadas pelo governo, como a zeragem de PIS/Cofins e a subvenção ao diesel, ajudaram a reduzir parte do impacto, mas não foram suficientes para conter o avanço dos preços nas bombas.
A Petrobras também ampliou a oferta de combustíveis no fim do mês para evitar riscos de desabastecimento.
No caso do etanol, a entressafra da cana-de-açúcar limitou a oferta, sustentando os preços, ainda que com menor intensidade em comparação ao diesel.
Já o GNV manteve-se como uma exceção relativa, com leve alta no mês, mas queda no acumulado anual.
O recorte regional mostra que os maiores preços estão concentrados nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde fatores logísticos e a maior dependência de abastecimento elevam os custos ao consumidor.
Gasolina comum mais cara por estado (março/2026):
Etanol hidratado mais caro por estado (março/2026):
Diesel S-10 mais caro por estado (março/2026):
A tendência para os próximos meses é de manutenção da pressão sobre os preços, especialmente se o petróleo continuar elevado no mercado internacional.
No Brasil, fatores como logística, câmbio e políticas de preços seguirão sendo determinantes para a formação dos valores dos combustíveis ao consumidor final.
Fonte: Sabado 11.04.2026 a partir das 12:00 na churrasqueira do campestre.
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