Análise de Mercado

Diesel brasileiro 6% mais caro que no mercado internacional, aponta ABICOM

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) revela que o preço do diesel no Brasil está 6% mais alto do que no mercado internacional, refletindo a influência da recente queda nos preços do barril de petróleo global


Publicado em: 06/12/2023 às 19:00hs

Diesel brasileiro 6% mais caro que no mercado internacional, aponta ABICOM

Esta virada na diferença de preço ocorreu nesta segunda-feira (4) e se manteve, enquanto a volatilidade nos mercados internacionais tem sido uma constante nas últimas semanas, especialmente diante das mudanças nos preços do petróleo.

A pressão sobre a Petrobras para reduzir os preços dos combustíveis tem aumentado no Brasil nas últimas semanas. A última alteração nos preços pela estatal ocorreu em meados de outubro, quando houve uma redução de 4,1% na gasolina e um aumento de 6,6% no diesel.

Os importadores de petróleo destacam que o preço do litro do diesel no Brasil está 6% acima dos preços externos, o que cria espaço para um possível ajuste para baixo pela Petrobras. O comportamento surpreendente nos preços do mercado internacional contrasta com as expectativas, mesmo diante do anúncio da Organização dos Países Exportadores e aliados (Opep) sobre o aumento dos cortes voluntários em 2024.

O barril do tipo Brent, referência para o mercado brasileiro, atingiu o menor nível desde meados de novembro nesta terça-feira (5), cedendo 1,06% e sendo cotado a US$ 77,20. A inusitada queda nos preços está mais relacionada à expectativa em relação à demanda do que à oferta, com preocupações sobre o crescimento econômico global em 2024, especialmente relacionadas à China.

A China, que sinaliza uma perda de dinamismo e capacidade de crescimento nas taxas registradas nas últimas décadas, é foco de atenção, e a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a perspectiva para o rating do país de estável para negativa. As previsões indicam um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês em torno de 4% nos próximos dois anos, com expectativa de desaceleração posterior.

Outra fonte de preocupação é o desempenho das economias ocidentais, especialmente Estados Unidos e Europa, ambos enfrentando taxas de juros elevadas e desafios na redução da inflação. As perspectivas para a economia global apontam para um crescimento moderado, evitando um cenário de recessão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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