Análise de Mercado

Desigualdade Tributária Ameaça Empregos e Aprofunda Dificuldades para os Mais Vulneráveis, Revela Estudo da CNI

Mulheres São as Mais Atingidas pela Queda de Oportunidades Laborais em Setores Afetados pela Isenção Fiscal em Compras Internacionais de Baixo Valor


Publicado em: 28/05/2024 às 10:00hs

Desigualdade Tributária Ameaça Empregos e Aprofunda Dificuldades para os Mais Vulneráveis, Revela Estudo da CNI

Uma análise inédita conduzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em colaboração com o Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem (IPRI), da FSB Holding, expõe as ramificações da isenção tributária em compras internacionais de até US$ 50. O estudo, baseado em entrevistas com 2 mil brasileiros de diferentes regiões do país, ressalta que apenas 18% da população com renda de até dois salários mínimos se beneficiaram dessa medida, enquanto esse número sobe para 41% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.

A pesquisa, realizada entre os dias 17 e 20 de maio, revela que 24% dos entrevistados realizaram compras internacionais online em 2023, enquanto 73% não o fizeram. Esses dados destacam a disparidade na obtenção de vantagens tributárias, que favorece predominantemente os estratos mais abastados da sociedade.

Segundo a nota conjunta emitida pela CNI e diversas outras entidades representativas, como a Confederação Nacional do Comércio Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), entre outras, a desigualdade na tributação entre produtos nacionais e importados até US$ 50 resulta em uma perda significativa de empregos, estimada em 226 mil postos de trabalho atualmente.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, enfatiza que a isenção fiscal em compras de baixo valor não favorece os estratos sociais mais vulneráveis, o que, por sua vez, amplia as lacunas de emprego e oportunidades no Brasil.

Os setores mais afetados por essa discrepância tributária incluem a fabricação de produtos têxteis, confecção de vestuário, calçados, produtos de limpeza, cosméticos, perfumaria, higiene pessoal e móveis. E são justamente esses setores onde a redução de empregos afeta mais severamente as pessoas de baixa renda, em especial as mulheres. Mais de 80% dos empregados nos segmentos mais impactados recebem até dois salários mínimos, com as mulheres representando 65% dessa força de trabalho, em contraste com a média nacional de 40%.

Portanto, a análise destaca não apenas a disparidade tributária, mas também suas consequências diretas na distribuição de oportunidades laborais, evidenciando a necessidade de medidas equitativas que considerem os diferentes estratos sociais afetados.

Fonte: Portal do Agronegócio

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