Publicado em: 27/03/2023 às 12:30hs
Parece um resultado equivocado, pois no dia seguinte (23) os preços retornaram ao mesmo valor de dois dias antes. Além disso, alta do gênero (13% a mais que no dia anterior) teria algum reflexo nos preços do produto congelado, o que não ocorreu, visto que o produto prosseguiu com preços descendentes.
Desconsiderando, pois, o ponto fora da curva, pode-se dizer que na quarta semana de março, 12ª de 2023, o frango abatido apresentou, em relação à época do mês (terceiro decêndio), desempenho melhor que o de ocasiões anteriores, pois, embora enfrentando as baixas típicas do período, viu seus preços médios recuarem apenas 0,58% em relação à semana anterior, o que, de certa forma, indica estabilidade – desempenho raro em se tratando de uma segunda quinzena.
É verdade que, fato também raro, não houve pico de preço no mês (eles permanecem praticamente no mesmo patamar desde o início do mês). Como também é verdade que permanece, neste ano, grande distância em comparação ao desempenho de um ano atrás. Mas é preciso convir que esse é, quase, o comportamento padrão de toda Quaresma, quadro neste ano agravado pela interrupção (agora equacionada) das exportações de carne bovina para a China e vários outros países.
Ainda assim, não há como ignorar que, doravante, o frango abatido deve operar com preços inferiores aos de um ano atrás. E, tudo indica, esse é um desafio que deve permanecer por meses. Desafio – explica-se – porque os custos não recuaram na mesma proporção. Se é que recuaram…
Sob cenário tão frágil, o frango vivo permanece sem qualquer reação. Tanto em São Paulo (dados de mercado) quanto em Minas Gerais (dados da AVIMIG) continua sendo negociado por, no máximo, R$5,00/kg. Entre os mineiros, há quase 90 dias; entre os paulistas, há pouco mais de duas semanas.
Fonte: AviSite
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