Publicado em: 14/12/2023 às 10:00hs
No período acumulado até setembro de 2023, a produção de rações para animais registrou um aumento de 1,9%, totalizando 32,7 milhões de toneladas, conforme estimativa do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).
A menor fabricação de produtos para bovinos, tanto de corte quanto de leite, foi contrabalançada por incrementos em outros segmentos, resultando em um crescimento considerado "tímido" em meio às dificuldades enfrentadas pelos pecuaristas ao longo do ano.
A produção de rações para bovinos de leite teve uma queda de 1,1%, totalizando 4,4 milhões de toneladas, enquanto as rações para bovinos de corte registraram um recuo de 5,1%, chegando a 4,3 milhões de toneladas.
Por outro lado, a produção de rações para frango de corte aumentou 3%, atingindo 27,5 milhões de toneladas, e as rações para suínos somaram 15,9 milhões de toneladas, apresentando um crescimento de 2,4%. Destaque para o segmento de rações para cães e gatos, que teve um aumento anual significativo de 6,3%, alcançando 2,93 milhões de toneladas.
O CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, destaca os desafios enfrentados pelo setor nos últimos anos, incluindo desarranjos na cadeia de suprimentos durante a pandemia e a volatilidade do câmbio. Apesar das adversidades, Zani expressa otimismo, projetando um possível crescimento de 2,5% para o setor de rações em 2024.
Contudo, ele ressalta que a ameaça do El Niño e questões econômicas e políticas, como a reforma fiscal e tributária, podem impactar a produtividade e a disponibilidade de grãos, influenciando os preços e a margem da indústria. Mesmo em um cenário de oferta menor, Zani aponta para a possibilidade de absorção de aumentos de custos pela indústria em 2024.
Fonte: Portal do Agronegócio
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