Publicado em: 09/01/2024 às 18:40hs
Limitações de precificação em especial dos cortes bovinos brasileiros destinados à exportação impediram que o recorde também fosse atingido em faturamento para o complexo de carnes, mas ainda assim é válido destacar que a receita das exportações de proteínas de aves e de suínos foi a maior da história. Em um ano de grandes dificuldades para diversos dos principais mercados globais de carnes, o Brasil se sobressaiu mais uma vez. Ainda que os preços de comercialização baixos tenham limitado ganhos aos exportadores brasileiros, a capacidade de ajuste das cotações reforça a elevada competitividade dos agentes no mercado internacional.
É possível que um resultado similar seja registrado novamente em 2024, na medida em que há expectativas de restrição do excedente exportável de grandes exportadores como UE, Argentina e os Estados Unidos, além dos reforços exógenos como o recente anúncio de isenção tributária das importações de carnes do México, a volta dos surtos de gripe aviária nos plantéis norte-americanos e europeus e até mesmo o possível aumento temporário das retenciones argentinas.
Entretanto, é importante destacar que também existem incertezas significativas sendo avaliadas e monitoradas pelo mercado, que podem limitar o potencial de incremento dos embarques brasileiros de carnes. O próprio mercado chinês ainda relativamente lento e com algum excesso de oferta doméstica de suínos é um dos principais riscos a serem acompanhados pelos agentes, apesar de existirem expectativas um pouco mais construtivas para a segunda maior economia do mundo em 2024. Ademais, a conjuntura macroeconômica e geopolítica global delicada também deve seguir como um pano de fundo basilar para o direcionamento e consolidação dos fluxos de comércio das proteínas brasileiras, ainda que o posicionamento estratégico do Brasil no mercado internacional seja um fator preponderante em cenários sistematicamente críticos.
Fonte: Datagro
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