Publicado em: 13/02/2026 às 14:00hs
O agronegócio brasileiro reafirma seu protagonismo na produção mundial de alimentos, despertando atenção de investidores nacionais e internacionais. Estudos recentes da Cargill indicam que, nos próximos 20 anos, cerca de 80% do crescimento do consumo global será atendido por produtos agrícolas produzidos no Brasil.
Com aproximadamente 41% do território brasileiro classificado como agricultável, a busca por terras produtivas está em alta, movimentando significativamente o mercado imobiliário rural.
Segundo dados do portal Chãozão, especializado em anúncios de imóveis rurais, a demanda por fazendas aptas à lavoura e pecuária cresceu 250% em janeiro de 2026 em comparação a dezembro de 2025. Atualmente, o portal reúne cerca de R$ 500 bilhões em propriedades anunciadas.
“Estamos vendo a consolidação de um movimento iniciado no final do ano passado. Só em dezembro, as buscas já haviam registrado alta de 38% acima da média, e agora esses números foram superados. O Brasil se posiciona no centro das decisões geopolíticas relacionadas à segurança alimentar”, afirma Geórgia Oliveira, CEO do Chãozão e especialista em gestão de negócios imobiliários para o agro.
O aumento do interesse internacional por terras brasileiras já é uma realidade desde 2025. Nos primeiros sete meses do ano passado, a procura por investidores dos Estados Unidos cresceu 15%, representando atualmente 41% de todas as consultas estrangeiras na plataforma.
Além dos EUA, a demanda vem crescendo de países como Portugal, Alemanha, Reino Unido, França, Espanha e China. Geórgia Oliveira destaca que “o investidor global reconhece que alimentos são ativos estratégicos, escassos e, muitas vezes, com peso político. A decisão de investir no Brasil é estratégica para quem busca segurança e retorno no agro”.
O setor imobiliário rural brasileiro enfrenta desafios estruturais que refletem a necessidade de maior profissionalização. O acesso restrito ao crédito, aliado à baixa incorporação de tecnologia e inteligência de dados, ainda limita operações baseadas em modelos tradicionais.
“O mercado está amadurecendo. Hoje, não basta apenas ofertar uma propriedade; é necessário apresentar informações estruturadas, precificação técnica e inteligência de mercado para atender a compradores cada vez mais qualificados”, explica Geórgia Oliveira.
Segundo a especialista, o setor está se transformando em um ambiente técnico e orientado por dados, no qual informação qualificada, transparência e profissionalismo se tornaram pilares essenciais para conectar terras produtivas a investidores exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
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