Publicado em: 10/08/2023 às 11:20hs
As cotações do milho na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) recuaram na quarta-feira, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “As cotações do milho no mercado futuro da B3, em São Paulo voltaram a recuar nesta quarta-feira, cerca de 1,04%, como previmos ontem, diante da forte queda de 0,98% em Chicago e uma elevação pequena do dólar de apenas 0,15%”, comenta.
“Os níveis atuais do dólar não estão ajudando na formação de bons preços no interior, dificultando o Farm Selling. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento setembro/23 fechou a R$ 55,15, baixa de R$ -0,58 no dia e baixa de R$ -0,28 na semana; o vencimento de novembro/23 foi de R$ 58,95, baixa de R$ -0,54 no dia, baixa de R$ -0,20 na semana; janeiro/23 fechou a R$ 62,10, baixa de R$ -0,90 no dia e baixa de R$ -0,78 na semana”, completa.
Na Bolsa de Chicago o milho fechou em baixa com mercado se ajustando. “A cotação para
setembro23, referência para a nossa safra de inverno, fechou em baixa de -0,98 % ou $ -4,75 cents/bushel a $ 481,00. A cotação de dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em baixa de 0,90 % ou $ - 4,50 cents/bushel a $ 494,25”, indica.
“O milho negociado em Chicago fechou em baixa nessa quarta-feira. O mercado está se ajustando antes do relatório de oferta e demanda que será publicado sexta-feira. Mesmo com a redução esperada pelos analistas, a atual safra pode ser a segunda maior registrada no país. Com a grande disponibilidade de grãos no Brasil e a oferta do cereal argentino com incentivo a exportação, o mercado está operando com cautela”, conclui.
No mercado do milho do estado do Rio Grande do Sul vimos Indicações CIF fábrica e balcão estáveis e pedidas a partir de R$ 61,00, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Pela quinta semana consecutiva, cooperativas e cerealistas mantém o preço balcão, o que revela, de um lado, a pouca pressa do produtor, e do outro, o pouco apetite do comprador em razão da colheita no centro-oeste”, comenta.
“Produtores capitalizados pela soja, ou simplesmente sem pressa de vender, e compradores apoiados pelo potencial de uma grande colheita: a receita perfeita para um mercado lento. Mercado de milho local, no diferido, segue mostrando oportunidades apenas oriundas de compradores que precisam comprar milho sem ICMS (devido a exportações), porém, com os estoques locais, já bastante baixos, praticamente não se acha ofertas. Indicações mantidas a R$ 61,00 CIF Fábricas. Contra ofertas que começam a R$ 61,00 interior. Preços de pedra, em Panambi e Não-Me-Toque mantiveram-se em R$ 52,00 a saca. No porto, indicações de R$ 62,30 sobre rodas, para milho futuro, na entrega fevereiro/24 e pagamento março/24”, completa.
Produtores esperam por melhores cotações em Santa Catarina. “Indicações permanecem nos mesmos patamares em Xanxerê (R$ 58,00) e Chapecó (R$ 57,00). Nas ideias de venda, produtores e cooperativas iniciam ofertas a R$ 60,00 com retirada na fazenda, e mercado interior se mantém lento. Em São Francisco do Sul, novos relatos de negócios a R$ 63,00 com entrega em setembro e pagamento na primeira quinzena de outubro – ao que tudo indica, ao menos 2 mil toneladas”, indica.
As chuvas interrompem colheita no Paraná, que tem negócios em Cascavel a R$ 46,00 a saca. “Indicações de fábricas permanecem no estado em R$ 46,00 Londrina e Maringá; R$ 45,00 Cascavel e Toledo; R$ 49,00 em Ponta Grossa. No porto, média de R$ 60,10 na indicação com entrega outubro e pagamento em novembro. Em um pequeno negócio, uma granja local levou 500 toneladas de milho em Cascavel, a R$ 46,00 com entrega imediata, preço CIF fábrica. Ademais, mercado parado”, conclui.
No mercado brasileiro de milho para exportação os prêmios subiram bem para setembro e novembro. de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os prêmios mantiveram-se em $60 cents/bushel para agosto; subiram $20 cents para $ 100 para setembro; mantiveram-se em $ 70 para outubro; subiram $ 5 cents para $83 cents para novembro e permaneceram em $ 70 para dezembro”, comenta.
“Segundo o economista Sandro Steinbach, diretor do Centro de Política Agrícola da Universidade de Dakota do Norte e considerado uma das principais vozes das cadeias alimentares mundiais, a menos que os Estados Unidos reduzam os preços do milho ou a produção brasileira se torne não competitiva (ambos improváveis), o Brasil continuará aumentando suas exportações de milho para a China, o maior consumidor mundial”, completa.
No final de 2022, Pequim aprovou várias empresas brasileiras que podem exportar milho para a China (a lista é de 400). “Segundo estimativas do mercado, o Brasil poderá exportar cerca de 5 milhões de toneladas de milho para a China neste ano, o que representa 10% do total das exportações mundiais de milho e 194% a mais do que as exportações brasileiras de milho para a China em 2022. Somente em dezembro, logo após a China e o Brasil concluírem um acordo comercial de milho, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de milho para a China. Em janeiro foram exportados quase 1 milhão de toneladas”, indica.
As ofertas melhoram no Paraguai, mas não o suficiente. “Os valores do cereal tiveram uma pequena melhora durante o dia, com base e preços apresentando reação no mercado FAS Assunção, com valores se aproximando dos patamares de 165,00 U$D/MT. De qualquer forma, esses números ainda não são suficientes aos olhos do produtor, que aguarda uma reação maior do mercado”, conclui.
Fonte: Agrolink
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