Publicado em: 23/01/2026 às 09:00hs
O ano de 2026 se apresenta desafiador, mas cheio de oportunidades para o agronegócio brasileiro. Com variáveis econômicas, ambiente eleitoral, juros elevados e atenção ao clima, o cooperativismo se destaca como modelo de estabilidade, planejamento e crescimento sustentável.
Na Cocari, a expectativa é de consolidação da confiança mútua com os cooperados. Para o presidente Dr. Marcos Trintinalha, fatores externos continuarão a impactar crédito e negócios, mas há otimismo com uma possível redução das taxas de juros no primeiro semestre.
“O crédito é cíclico e exige organização, planejamento e parceria. É nesse contexto que reforçamos nosso papel ao lado do produtor”, afirma.
Em 2025, a cooperativa registrou a maior safra de sua história, abrangendo soja, milho safrinha e culturas de inverno, resultado da confiança construída com os associados. Para 2026, a expectativa é de boas condições climáticas e produtividade elevada em todas as safras.
O Programa Sou Mais Cocari será reforçado em 2026, oferecendo condições diferenciadas aos associados e incentivando o planejamento antecipado de compras e safras. A iniciativa também amplia a proximidade técnica, com consultores agronômicos, zootécnicos e veterinários atuando diretamente no campo.
“Nosso melhor está ligado à proximidade que queremos trilhar com os cooperados”, reforça Trintinalha.
Para o superintendente de Insumos Agrícolas, Roberson Lima, 2026 exigirá atenção à volatilidade de mercado e às questões climáticas, mas também apresenta oportunidades para o cooperativismo fortalecer o agro sustentável.
A solução está na inovação e nas parcerias estratégicas, que ampliam o impacto das cooperativas e fortalecem produtos e serviços oferecidos.
“Quando o agricultor prospera, toda a cadeia se fortalece”, afirma.
Entre as ações previstas, estão intensificação da consultoria técnica no campo e realização de eventos de alinhamento estratégico, reforçando transparência e engajamento com cooperados e colaboradores.
No setor industrial, Jacy Cesar Fermino da Rocha, superintendente da Cocari, aponta desafios econômicos, como juros elevados e ajustes tributários, que exigem eficiência operacional e disciplina financeira.
Os principais projetos incluem:
“Trabalhamos para integrar negócios, ampliar portfólios e garantir previsibilidade e resultados”, ressalta Jacy.
O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destaca que o cooperativismo paranaense fechou 2025 com resultados positivos, mesmo diante de desafios climáticos, de mercado internacional e sanidade animal.
O Paraná conta com 255 cooperativas e 4,5 milhões de cooperados, com faturamento projetado de R$ 220 bilhões, crescimento de 8% em relação a 2024. Cooperativas agropecuárias representam 66% da produção de grãos e 45% da produção de proteína animal, exportando para mais de 150 países e gerando 154 mil empregos diretos.
O Plano Paraná Cooperativo projeta faturamento de R$ 300 bilhões até 2027, apoiado por boa safra e forte demanda internacional.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destaca que o reconhecimento do cooperativismo pela ONU em 2025 ampliou visibilidade, negócios e representação institucional.
Para 2026, as prioridades incluem:
“O cooperativismo é uma solução real para desafios econômicos, sociais e ambientais”, afirma Freitas.
Cocari, Ocepar e OCB convergem em um ponto central: cooperar é mais eficiente, seguro e sustentável do que competir sozinho. Com planejamento, intercooperação e proximidade com o produtor, o cooperativismo segue como protagonista no desenvolvimento do agro e da economia brasileira em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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