Análise de Mercado

Comitê de Taxonomia Sustentável avaliará impacto da economia brasileira no clima

Iniciativa visa alinhar o Brasil às práticas sustentáveis globais e fortalecer setores estratégicos


Publicado em: 20/06/2024 às 08:30hs

Comitê de Taxonomia Sustentável avaliará impacto da economia brasileira no clima
Foto: Unsplash

Recentemente criado pelo Decreto nº 11.961, de 22 de março de 2024, o Comitê Interinstitucional da Taxonomia Sustentável Brasileira (CITSB) está focado em analisar os impactos climáticos, sociais e ambientais gerados pela economia do Brasil. Este comitê, liderado pelo Ministério da Fazenda e composto por membros do governo e da sociedade civil, tem como objetivo principal a elaboração de um Plano de Ação da Taxonomia Sustentável do Brasil até dezembro de 2024, com implementação obrigatória a partir de 2026.

A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), representante do Sistema Nacional de Fomento (SNF), integra o comitê consultivo e destaca a importância da taxonomia para alinhar o país às melhores práticas sustentáveis internacionais. Segundo Celso Pansera, presidente da ABDE, esta iniciativa visa criar um sistema transparente que classifica atividades econômicas como ambientalmente sustentáveis, seguindo exemplos de países como a União Europeia, Colômbia e Costa Rica.

Pansera ressalta que a taxonomia sustentável não apenas promove inovação em setores como energia renovável, agricultura sustentável e tecnologias limpas, mas também fortalece a competitividade global do Brasil em meio à transição energética global. Ele enfatiza que, além dos benefícios ambientais, a economia sustentável também ajuda a mitigar riscos financeiros associados às mudanças climáticas e questões sociais, proporcionando maior transparência aos investimentos.

O Sistema Nacional de Fomento, que representa 45% das operações de crédito do país e é fundamental para financiar projetos de infraestrutura e Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), desempenha um papel crucial na implementação da taxonomia sustentável. Além da ABDE, outras organizações financeiras como ANBIMA, Febraban e CNSEG estão envolvidas para orientar e apoiar instituições financeiras na adoção de práticas mais sustentáveis e responsáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

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