Publicado em: 06/04/2026 às 16:00hs
A colheita do milho no Rio Grande do Sul alcançou 73% da área cultivada, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar.
De maneira geral, os resultados são considerados satisfatórios, embora haja diferenças significativas entre regiões, principalmente em função das condições hídricas registradas durante o desenvolvimento da cultura.
Segundo o levantamento, cerca de 14% das lavouras estão em fase de maturação, enquanto outros 13% ainda se encontram em estádios anteriores de desenvolvimento.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, essas áreas têm respondido positivamente às chuvas recentes, especialmente no que diz respeito ao enchimento de grãos e ao desenvolvimento vegetativo das lavouras tardias.
O avanço da colheita ocorre de forma desigual no estado. Esse comportamento é influenciado principalmente pela umidade dos grãos e pelas precipitações recentes, que em algumas localidades dificultam a perda natural de umidade e limitam a entrada de máquinas nas áreas cultivadas.
A produtividade do milho apresenta variações conforme o histórico climático de cada região.
Áreas que tiveram regularidade hídrica e adotaram manejo adequado registram melhores resultados. Por outro lado, regiões que enfrentaram restrição de água em fases críticas da cultura apresentam perdas parciais na produção.
As áreas que ainda não foram colhidas correspondem, em grande parte, a plantios tardios ou de safrinha. Essas lavouras apresentam desenvolvimento mais heterogêneo, reflexo da irregularidade das chuvas registradas nos meses de janeiro e fevereiro, além das diferenças entre ambientes produtivos.
A Emater/RS-Ascar estima que a área cultivada com milho no estado nesta safra seja de 803.019 hectares.
A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, reforçando um cenário de desempenho positivo, apesar das variações regionais.
No campo fitossanitário, o relatório aponta a presença da cigarrinha-do-milho em lavouras do estado.
A incidência ocorre de forma variável entre regiões, mas, até o momento, não há registros generalizados de danos severos nesta fase final da cultura.
Fonte: Portal do Agronegócio
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