Publicado em: 05/03/2024 às 14:30hs
A turbulência na cadeia produtiva mundial de suco de laranja atinge momentos críticos de incerteza. O Brasil, como líder isolado na produção e exportação do produto, enfrenta desafios diante de fatores instáveis, especialmente de natureza climática e sanitária, tornando incertas as previsões para o mercado.
No início deste século, mais de 90% da matéria-prima para a fabricação do suco de laranja concentrava-se nos Estados Unidos (Florida) e Brasil (São Paulo). Contudo, desastres naturais e a doença do Greening impactaram a produção norte-americana, resultando em níveis atuais inexpressivos, de 20,5 milhões de caixas na safra 2023/24.
Uma pesquisa da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) revelou uma significativa queda no consumo mundial do suco de laranja de 2004 a 2014. A safra atual, de julho/2023 a junho/2024, registra uma redução na oferta brasileira pelo quarto ano consecutivo, com exportações de 543.768 toneladas, uma diminuição de 7,25% em comparação com o ciclo anterior.
Os estoques globais baixos de suco de laranja, devido à oferta restrita do Brasil, indicam uma tendência de queda nas quantidades exportadas. A demanda pressiona diante da escassez, refletindo o corte de 25% na produção mundial na safra 2018/19. As cotações seguem em alta, dobrando em relação ao mesmo período de 2022, tanto a nível da matéria-prima (R$ 80,00 a caixa) quanto nas bolsas internacionais (US$3.500 por libra peso). Para a safra 2023/24, espera-se que esse cenário se mantenha, seguindo as condições das últimas temporadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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