Publicado em: 14/06/2023 às 11:30hs
O Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.178), e o Mato Grosso possui a maior capacidade: 47,5 milhões de toneladas.
O estoque de produtos agrícolas totalizou 39,4 milhões de toneladas, um aumento de 7,4% frente às 36,7 milhões de toneladas do segundo semestre de 2021.
Neste segundo semestre de 2022, as Regiões Norte, Centro-Oeste e Sul tiveram aumentos no número de estabelecimentos de 9,2%, 1,5% e 0,1%, respectivamente, enquanto Sudeste e Nordeste apresentaram quedas de 0,8% e 0,4%. Em relação aos cinco principais produtos agrícolas existentes nas unidades armazenadoras, os estoques de milho representaram o maior volume (18,1 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (8,1 milhões), trigo (7,4 milhões), arroz (2,2 milhões) e café (0,9 milhão). Estes produtos constituem 94,0% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa.
Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, tendo alcançado 99,2 milhões de toneladas no segundo semestre de 2022, ou 51,6% da capacidade útil total. Em relação ao primeiro semestre de 2022, a capacidade dos silos cresceu 3,2%.
Número de estabelecimentos e capacidade útil, por Unidades da Federação
Brasil - 2º semestre 2022

Na sequência, assinalam-se os armazéns graneleiros e granelizados, que atingiram 70,3 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, 0,4% superior à capacidade verificada no período anterior. Essa categoria é responsável por 36,6% da armazenagem nacional.
Já os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somaram 22,6 milhões de toneladas, o que representou aumento de 0,1% em relação ao primeiro semestre de 2022. Esses armazéns contribuem com 11,8% da capacidade total de armazenagem.
Os silos predominam na Região Sul, sendo responsáveis por 63,9% da capacidade armazenadora da Região e 47,9% da capacidade total de silos do país. O tipo “graneleiros e granelizados” aparece com maior intensidade no Centro-Oeste, com 52,1% da capacidade da Região e 57,6% da capacidade total. Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis predominam no Sul (34,5%) e no Sudeste (30,3%). Estas duas regiões juntas correspondem a 64,8% da capacidade total de armazéns convencionais, estruturais e infláveis do país.
Com 8.435 estabelecimentos ativos no segundo semestre de 2022, a Pesquisa de Estoques apresentou um acréscimo de 0,7% no número de estabelecimentos ativos, quando comparada com a pesquisa do primeiro semestre de 2022. Neste segundo semestre de 2022, houve aumentos no número de estabelecimentos nas Regiões Norte (9,2%), Centro-Oeste (1,5%) e Sul (0,1%) e quedas no Sudeste (-0,8%) e no Nordeste (-0,4%).
O Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.178), seguido do Mato Grosso com 1.422 e Paraná, que possui 1.353 unidades. Mato Grosso possui a maior capacidade de armazenagem do País, com 47,5 milhões de toneladas. Deste total, 58,3% são do tipo graneleiros e 35,3% são silos. O Rio Grande do Sul e o Paraná possuem 35,2 e 33,2 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente, sendo o silo o tipo de armazém predominante nesses estados
O estoque de produtos agrícolas totalizou 39,4 milhões de toneladas, um aumento de 7,4% frente às 36,7 milhões de toneladas do segundo semestre de 2021.
No segundo semestre de 2022, houve acréscimo nos estoques de milho (7,3%), soja (5,8%) e trigo (15,6%) e quedas no arroz (-6,8%) e no café (-21,5%).
Estes produtos constituem 94,0% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa, sendo os 6,0% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor e outros grãos e sementes.
Fonte: IBGE
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