Publicado em: 14/08/2025 às 11:25hs
A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira apresentou ao governo federal um plano estratégico para redirecionar produtos brasileiros afetados pelo tarifaço americano para países árabes, identificando oportunidades de mercado e propondo medidas conjuntas entre setor público e privado.
Segundo o documento apresentado ao Ministério da Agricultura (MAPA), ao Itamaraty e a parlamentares de comissões de comércio exterior, as medidas incluem:
“Queremos trabalhar junto com governo, parlamentares, embaixadas, entidades e empresas para minimizar o tarifaço. Vemos os países árabes como uma região que pode absorver parte dos produtos sobretaxados. Há demanda, e o Brasil pode ampliar sua inserção”, afirma Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe.
Em 2024, as exportações brasileiras aos 22 países árabes atingiram US$ 23,68 bilhões, um recorde histórico.
Um estudo da entidade apontou 13 produtos com alto potencial de inserção nos mercados árabes, atualmente afetados pelo tarifaço americano:
Embora o estudo não detalhe quantidades específicas, ele identifica os países árabes que mais ampliaram suas importações desses itens e que devem ser prioridade em esforços de promoção comercial.
O café brasileiro apresenta espaço de crescimento em Arábia Saudita, Egito e Argélia, que importaram US$ 905,48 milhões em 2024 – cerca de metade das vendas brasileiras aos EUA. No entanto, o Brasil forneceu apenas 13,42% desse total, sinalizando potencial para expansão.
“A participação brasileira na região pode ser aprimorada por meio de feiras e ações conjuntas do setor público e privado, aumentando o posicionamento do café brasileiro no MENA [Oriente Médio e Norte da África]”, destaca Mourad.
Para a carne bovina congelada, os mercados com maior potencial incluem Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, que juntos compraram US$ 2,26 bilhões em 2024, sendo que 42,78% vieram do Brasil. Apesar do volume expressivo, a Câmara Árabe acredita que ainda há espaço para crescimento, considerando que esses países são grandes consumidores e reexportadores regionais.
O estudo ressalta que os países árabes aplicam alíquotas de importação entre 0% e 30%, com a maioria dos produtos sendo taxada entre 5% e 6%. A entidade avalia que esses valores poderiam ser reduzidos com novos acordos de livre comércio, além do já vigente entre Mercosul e Egito.
A Câmara Árabe aponta como prioridade:
Fonte: Portal do Agronegócio
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