Publicado em: 14/05/2026 às 11:10hs
O mercado futuro do café abriu esta quinta-feira (14) em forte queda nas principais bolsas internacionais, refletindo a pressão combinada do avanço da safra brasileira, condições climáticas favoráveis à colheita e expectativas de ampla oferta global para o ciclo 2026/27.
O movimento foi mais intenso para o café arábica em Nova York, enquanto o robusta também registrou perdas consistentes na bolsa de Londres.
Por volta das 9h57 (horário de Brasília), os contratos do café arábica operavam em baixa na ICE Futures US:
A pressão reflete principalmente o avanço da colheita no Brasil e a perspectiva de maior disponibilidade do produto nas próximas semanas.
Na ICE Europe, o café robusta acompanhou o movimento de queda:
O recuo acompanha o ritmo da colheita do conilon, especialmente no Espírito Santo, maior polo produtor da variedade no Brasil.
O mercado segue reagindo ao avanço gradual da colheita brasileira, com destaque para o conilon já em ritmo mais intenso e expectativa de aceleração da safra de arábica nas próximas semanas.
Apesar de relatos pontuais de irregularidades de produtividade em algumas regiões, o sentimento predominante entre agentes do mercado é de uma oferta confortável no Brasil em 2026, o que mantém viés baixista para os preços internacionais.
As condições climáticas mais secas em importantes regiões produtoras têm favorecido o andamento dos trabalhos de campo. Esse cenário reduz o risco climático e diminui parte do suporte que sustentava as cotações nos meses anteriores.
Com maior previsibilidade na colheita, o mercado passa a precificar uma oferta mais abundante no curto prazo.
No Espírito Santo, principal estado produtor de robusta, a Cooabriel aponta possibilidade de queda na safra de conilon neste ciclo, influenciada por impactos climáticos em parte das lavouras.
Mesmo assim, a leitura geral do mercado é de que o volume brasileiro continuará elevado, suficiente para manter pressão sobre os preços globais.
Além dos fundamentos agrícolas, o mercado acompanha movimentos do petróleo, do câmbio e do cenário macroeconômico internacional.
As atenções seguem voltadas às tensões geopolíticas e às relações comerciais entre Estados Unidos e China, fatores que impactam diretamente o apetite de fundos e a volatilidade das commodities.
Mesmo com a queda desta manhã, analistas destacam que o mercado continuará sensível ao ritmo da colheita no Brasil, à evolução da qualidade dos grãos e ao comportamento da comercialização ao longo das próximas semanas.
O foco agora está na consolidação da safra e no impacto final das condições climáticas sobre o resultado produtivo do ciclo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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