Análise de Mercado

Café: Bolsa de Nova York opera com leve alta e recupera parte das perdas de ontem nesta manhã de 3ª feira

Por volta das 10h16, os lotes de arábica com vencimento para dezembro/15 operavam com 119,95 cents/lb e baixa de 195 pontos, o março/16 anotava 122,35 cents/lb com recuo de 10 pontos


Publicado em: 24/11/2015 às 11:55hs

Café: Bolsa de Nova York opera com leve alta e recupera parte das perdas de ontem nesta manhã de 3ª feira

As cotações do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com leve alta nesta manhã de terça-feira (24) e recuperam parte das perdas da sessão anterior. Na semana passada, o mercado voltou ao patamar de US$ 1,25 por libra-peso em ajustes técnicos e em meio a sinais de oferta apertada. No entanto, ontem voltou a cair com as chuvas no cinturão produtivo do Brasil.

Por volta das 10h16, os lotes de arábica com vencimento para dezembro/15 operavam com 119,95 cents/lb e baixa de 195 pontos, o março/16 anotava 122,35 cents/lb com recuo de 10 pontos. O contrato maio/16 tinha 124,50 cents/lb com desvalorização de 15 pontos, enquanto o julho/16, mais distante, caía 20 pontos, cotado a 126,55 cents/lb.

Vale lembrar que nesta quinta-feira (26), a Bolsa de Nova York não funciona por conta do feriado do Dia de Ação de Graças e na sexta-feira trabalhará em horário reduzido, até às 16h (horário de Brasília). Com isso, segundo analistas, o ritmo de negócios durante os próximos dias deve ser reduzido.

Veja como fechou o mercado na segunda-feira:

Café: Bolsa de NY tem queda de quase 200 pts nesta 2ª feira e vencimentos voltam a se distanciar de US$ 1,25/lb

Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), referência para os negócios no Brasil, fecharam a sessão desta segunda-feira (23) com queda de quase 200 pontos nos principais vencimentos. Após duas sessões seguidas de alta, que fizeram as cotações voltar ao patamar de US$ 1,25 por libra-peso, o mercado retorna ao campo negativo em realização de lucros.

Os lotes de café arábica com vencimento para dezembro/15 encerraram a sessão de hoje cotados a 119,95 cents/lb, o março/16 teve 122,45 cents/lb, ambos com queda de 195 pontos. O contrato maio/16 anotou 124,65 cents/lb e o julho/16 fechou o dia com 126,75 cents/lb, os dois com desvalorização de 190 pontos.

Na semana passada, o contrato março/16 registrou alta de 7,43%. O mercado repercutiu a queda do dólar ante o real e sinais de oferta apertada, mesmo com o Brasil tendo maior produção na próxima temporada, também acabou contribuindo para a elevação dos preços em Nova York.

Para o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães, a semana no mercado do café começa de forma lenta e com operações de realização de lucros. "Apesar da queda, importantes suportes foram mantidos deixando a sensação no ar de que emoções no front poderão ser vistas", afirma.

Vale lembrar que nesta quinta-feira (26), a Bolsa de Nova York não funciona por conta do feriado do Dia de Ação de Graças e na sexta-feira trabalhará em horário reduzido, até às 16h (horário de Brasília). Com isso, segundo analistas, o ritmo de negócios durante os próximos dias deve ser reduzido.

De acordo com informações de agências internacionais, a alta do dólar em relação ao real nesta segunda-feira também acaba pressionando as cotações do arábica em Nova York uma vez que as transações são realizadas na moeda estrangeira. Os operadores repercutem informações sobre a economia da China, que tem reduzido a demanda por ativos de países emergentes.

Na semana passada, a moeda norte-americana comercial chegou ao patamar mais baixo desde 1º de setembro. Hoje, encerrou o dia com alta de 1,04%, cotada a R$ 3,7353 na venda. A moeda estrangeira mais valorizada ante o real encoraja as exportações da commodity.

No aspecto fundamental, também acaba chegando ao mercado informações sobre a previsão de chuva em praticamente todo o cinturão produtivo para este início de semana, o que acaba contribuindo para o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas mais recentes da Somar Meteorologia apontam que a maioria das áreas produtoras de café devem receber pancadas de chuva com volumes entre 30 e 70 milímetros até dia 27 de novembro.

Mercado interno

No Brasil, os negócios com café continuam bem lentos. Na semana passada, a forte valorização semanal em Nova York até puxou um pouco os preços. Porém, "o setor produtivo continua arredio a conversas mercadológicas deixando as praças de comercialização dentro de um grande vazio nas ofertas e expectativas", explica Marcus Magalhães.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação na cidade de Guaxupé (MG) com saca cotada a R$ 566,00 e alta de 2,72%. A maior oscilação no dia foi registrada em Espírito Santo do Pinhal (SP) onde a saca recuou 5,45%, a R$ 520,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação também em Guaxupé (MG) com R$ 539,00 a saca e recuo de 2,00%. Foi a variação mais expressiva no dia.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação nas cidades de Franca (SP) e Varginha (MG), ambas com R$ 490,00 a saca, preço estável na primeira e queda de 1,01% no município mineiro. A maior oscilação no dia ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com recuo de 4,00% e saca cotada a R$ 480,00.

Na sexta-feira (20), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve alta de 1,74% com a saca de 60 kg cotada a R$ 479,07.

Bolsa de Londres

As cotações do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, também fecharam em baixa nesta segunda-feira. O contrato novembro/15 encerrou a sessão cotado a US$ 1539,00 - estável, o janeiro/16 teve US$ 1534,00 por tonelada e queda de US$ 38 e o março/16 registrou US$ 1563,00 por tonelada com desvalorização de US$ 37.

Na terça-feira (17), o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 374,72 com baixa de 0,02%.

Fonte: Notícias Agrícolas

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