Publicado em: 27/02/2026 às 12:00hs
O Brasil reafirma sua posição de destaque como um dos principais produtores de biocombustíveis do mundo, fortalecendo sua imagem como potência em energia renovável. Esse protagonismo é resultado direto da robustez do agronegócio nacional, especialmente da produção de soja e milho, matérias-primas essenciais para a fabricação de biodiesel e etanol.
Entre os estados que mais contribuem para essa liderança, Mato Grosso se destaca por reunir escala produtiva, inovação e capacidade industrial em crescimento.
Nas últimas décadas, o Brasil passou de importador de alimentos e commodities agrícolas a um dos maiores exportadores do planeta. Segundo Nathan Belusso, vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), esse salto é resultado de investimentos contínuos em pesquisa, tecnologia e infraestrutura.
“Hoje o Brasil produz alimentos para mais de um bilhão de pessoas e, no setor de biocombustíveis, segue a mesma trajetória de crescimento, já que as principais fontes de energia renovável são justamente as nossas commodities agrícolas”, destaca Belusso.
Líder nacional na produção de grãos, Mato Grosso vem ampliando seu papel na indústria de biocombustíveis. A instalação de novas usinas de etanol de milho transformou o estado em referência em inovação, agregação de valor e desenvolvimento sustentável.
“Nos últimos 10 a 15 anos, Mato Grosso se consolidou com a chegada das indústrias de biocombustíveis, principalmente as de etanol de milho. Isso gera inovação, empregos e fortalece a sustentabilidade energética”, afirma Belusso.
A interiorização das usinas tem provocado impactos diretos na economia regional. Para o produtor Célio Riffel, do núcleo de Sinop, a chegada dessas indústrias marcou um ponto de virada no desenvolvimento local.
“Essas usinas agregaram valor ao milho, geraram milhares de empregos e aumentaram a arrecadação de impostos. Foi uma das maiores conquistas para o interior do estado”, afirma.
Produzidos a partir de fontes renováveis, os biocombustíveis reduzem as emissões de gases de efeito estufa e diminuem a dependência de combustíveis fósseis. Belusso ressalta que o Brasil se diferencia no cenário global pela capacidade de produzir em larga escala com baixo impacto ambiental.
“Apenas 13% do território nacional é usado para agricultura, com alta produtividade e até três safras por ano. Isso mostra que é possível produzir e preservar ao mesmo tempo”, pontua.
Além do impacto ambiental positivo, a produção de etanol dentro do próprio estado também representa ganhos logísticos significativos.
“O combustível é produzido e consumido aqui mesmo, evitando longos deslocamentos, reduzindo custos e emissões. Hoje já temos motores agrícolas e caminhões preparados para rodar com esse etanol”, reforça Riffel.
A aproximação entre produtores rurais e a indústria tem sido um diferencial competitivo para o avanço dos biocombustíveis. Em Sinop, o produtor Tiago Stefanello, sócio de uma nova usina de etanol, destaca que essa integração amplia o entendimento sobre riscos e desafios do negócio.
“Quando o produtor está próximo da industrialização, ele compreende melhor todo o processo e aprimora sua gestão, beneficiando tanto a agricultura quanto a indústria”, explica.
A industrialização dos grãos reforça a distribuição de renda, estimula o desenvolvimento social e consolida o Brasil como líder global na transição energética.
“Ao agregar valor à produção primária, geramos mais riqueza, conhecimento e desenvolvimento social. Os ganhos alcançam Mato Grosso, o Brasil e o mercado internacional”, conclui Belusso.
Com base agrícola sólida, tecnologia de ponta e compromisso com a sustentabilidade, o Brasil se firma como exemplo mundial de como é possível unir crescimento econômico, preservação ambiental e liderança energética.
A força de estados como Mato Grosso mostra que o futuro dos biocombustíveis está enraizado no campo, mas com visão voltada para um planeta mais sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
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