Publicado em: 02/09/2016 às 11:30hs
A balança comercial brasileira registrou superávit de 4,14 bilhões de dólares em agosto, seu melhor resultado para o mês desde 2006, quando foi de 4,55 bilhões de dólares. O resultado foi anunciado nesta quinta-feira o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
Mais uma vez o desempenho ocorreu por causa da recessão econômica e pelo dólar em patamar relativamente elevado, fatores que vêm fazendo as importações caírem de maneira acentuada.
Em agosto, a média diária das importações recuou 8,3% em relação a agosto de 2015, para 12,84 bilhões de dólares. As exportações, por sua vez, tiveram alta modesta, de 0,2%, na mesma base de comparação, alcançando 16,98 bilhões de dólares.
Ainda no mesmo comparativo, as vendas ao exterior subiram principalmente em semimanufaturados (+13,6%), com destaque para açúcar em bruto (+72,2%), e na categoria de manufaturados (+7,6%), na qual os destaques foram aviões (+102,3%) e automóveis de passageiros (+66,2%).
Apenas os embarques de produtos básicos caíram, com recuo de 9,8%. Isso ocorreu diante da queda nas exportações de produtos importantes para a pauta comercial, como soja em grão (-27,6%) e petróleo bruto (-13,8%).
Já as importações sofreram contração em todas as categorias em agosto. O recuo foi puxado por bens de capital (-31%). Também caíram as compras de combustíveis e lubrificantes (-15,1%), bens de consumo (-13,5%) e bens intermediários (-0,5%).
No acumulado do ano até agosto, o superávit da balança comercial chegou a 32,37 bilhões de dólares, melhor resultado para o período da série histórica, iniciada em 1989. O Ministério estima que o superávit ficará entre 45 bilhões a 50 bilhões de dólares em 2016.
Fonte: Revista Veja
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