Análise de Mercado

Aumento no preço do milho impacta criadores de suínos: Relação de troca se deteriora

Suinocultores enfrentam queda no poder de compra de insumos essenciais em dezembro, aponta análise do Cepea


Publicado em: 17/01/2024 às 17:00hs

Aumento no preço do milho impacta criadores de suínos: Relação de troca se deteriora

O recente aumento nos preços do milho no Brasil vem afetando negativamente os criadores de suínos, conforme destaca um boletim setorial divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP na última quinta-feira (11/1). Segundo o relatório, o suinocultor paulista viu seu poder de compra reduzir em 4,3%, podendo adquirir 6,28 quilos de milho com a venda de um quilo do animal vivo no último mês.

Durante esse período, o preço médio do suíno aumentou em 5,3%, atingindo R$ 6,99 por quilo, enquanto o indicador do Cepea para o milho, em Campinas, interior de São Paulo, teve uma média de R$ 66,77 por saca de 60 quilos, representando um aumento de 10,1% na mesma comparação.

O Cepea observa que o aumento no preço do suíno vivo reflete o aumento na demanda pela proteína durante as festas de final de ano, enquanto o aumento do milho está associado às preocupações com a safra 2023/24.

Os pesquisadores detalham que esse cenário foi influenciado por preocupações com os impactos do clima adverso na produção da safra 2023/24, juntamente com o bom ritmo das exportações brasileiras e o período de recesso de parte das empresas e transportadoras no final do ano.

No que diz respeito ao farelo de soja, houve uma melhora de 10,2% na relação de troca, após o insumo registrar uma queda de 4,3% em comparação mensal.

Ao comparar as proteínas animais, observou-se uma perda de competitividade da carne suína em relação à carne bovina, que subiu 2,7%, cotada a R$ 17,15 por quilo, e à carne de frango, com uma variação de 0,6%, apresentando um preço médio de R$ 7,22 por quilo.

Com essas variações, a diferença entre a carcaça bovina e a carne suína especial teve uma redução de 2,6%, enquanto a relação com a carne de frango diminuiu 21,6%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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