Análise de Mercado

Andando descolado dos referencias externos, mercado doméstico de algodão tem preços mais altos

Apesar da melhora nas cotações domésticas, os negócios foram esporádicos, principalmente no spot entre indústria e produtor, informou a SAFRAS Consultoria


Publicado em: 07/08/2023 às 11:45hs

Andando descolado dos referencias externos, mercado doméstico de algodão tem preços mais altos

O mercado brasileiro de algodão andou descolado dos referenciais externos e teve uma semana de preços mais elevados. Apesar da melhora nas cotações domésticas, os negócios foram esporádicos, principalmente no spot entre indústria e produtor, informou a SAFRAS Consultoria.

A ideia para pluma de algodão colocada no CIF de São Paulo encerrou a quinta-feira (03) em torno de R$ 3,95 por libra-peso. Em relação à semana passada, quando era cotada a R$ 3,90 por libra-peso, subiu 1,28%. Já no FOB porto de Santos, o algodão terminou o dia negociado a 78,85 centavos de dólar, ante 80,11 centavos de dólar da quinta passada (27), uma desvalorização de 1,57%. O vendedor brasileiro continua competitivo e com isso o prêmio do algodão nacional na Bolsa de Nova York seguiu negativo, indicado nesta quinta-feira (03) a -5,85 centavos, enquanto na semana anterior era -4,27 centavos/libra-peso contra o contrato dezembro/23 na ICE US.

Em linhas gerais, o mercado físico mudou muito pouco. A demanda segue na defensiva, com comprador escalonando posições. Já a oferta ficou um pouco mais curta, com o produtor monitorando a volatilidade na ICE US, afirmou o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach.

“O mercado busca uma acomodação, depois da forte desvalorização acumulada ao longo do último ano. Se comparado ao final da temporada 2022/23, quando trocava de mãos a R$ 5,86 por libra-peso, as perdas acumuladas alcançam 36%. E ficam ainda maiores se comparado aos R$ 8,00 por libra-peso obtidos em junho do ano passado, auge da entressafra da temporada 2022/22”, disse o analista. “Esses números reforçam a mudança no patamar de preço físico interno de algodão e confirmam uma maior presença de vendedores que compradores no mercado”, pontua Barabach.

A colheita da safra 2022/23 avançou 10 pontos percentuais e alcançou 27,17% até o último dia 28 de julho, segundo levantamento da Abrapa. Na Bahia, segundo maior estado produtor do país, os trabalhos de colheita chegam a 37% da área plantada. Já no Mato Grosso a colheita está em 22% da safra. Os dois estados juntos representam 90% do total da área plantada com algodão no Brasil. Já o beneficiamento do algodão subiu de 5,16% na semana passada para os atuais 7,57%, sendo 24% na Bahia e apenas 2% no Mato Grosso.

Fonte: Agência SAFRAS

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