Publicado em: 02/04/2026 às 19:00hs
Os preços dos alimentos seguiram pressionando o orçamento das famílias brasileiras em fevereiro, especialmente nos itens essenciais. De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid, produtos básicos registraram novas altas no período, mantendo o custo da alimentação em patamar elevado.
Entre os destaques, os ovos lideraram as altas, com avanço de 14,3% em relação a janeiro. Na sequência aparecem os legumes, com alta de 4,5%, e o feijão, que subiu 3,5%.
A carne bovina também registrou aumento, passando de R$ 40,42 para R$ 41,16 por quilo, o equivalente a uma elevação de 1,8%. Já os queijos apresentaram leve alta de 0,7%.
Apesar da pressão nos alimentos básicos, alguns itens apresentaram recuo de preços no período, contribuindo parcialmente para aliviar os gastos do consumidor.
As principais quedas foram registradas em:
Ainda assim, o alívio foi insuficiente para compensar o avanço dos principais itens da cesta básica.
Segundo análise da especialista em dados estratégicos da Neogrid, Anna Carolina Fercher, os alimentos básicos continuam sendo o principal vetor de aumento de custos dentro do lar.
De acordo com a executiva, mesmo com a desaceleração em alguns produtos, o avanço de itens como feijão e carne bovina reforça a pressão contínua sobre o orçamento das famílias.
Considerando o acumulado entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, os dados mostram que a pressão sobre os preços permanece consistente.
Os principais destaques de alta no período foram:
Entre os itens de higiene pessoal, o xampu também registrou aumento, com alta de 4,1%.
Na região Sudeste, os aumentos de preços foram ainda mais expressivos em algumas categorias. Os principais destaques foram:
Por outro lado, as quedas mais relevantes na região ocorreram em:
O comportamento dos preços em fevereiro reforça que, mesmo diante de recuos pontuais, os alimentos básicos seguem como principais responsáveis pela pressão inflacionária no consumo doméstico.
Com isso, o custo da alimentação dentro de casa continua sendo um dos principais desafios para o orçamento das famílias brasileiras no início de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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