Publicado em: 29/01/2026 às 11:45hs
O mercado de combustíveis apresentou movimentos distintos na última semana, influenciados por fatores geopolíticos e alterações nos estoques internacionais. Segundo a StoneX, o diesel teve fortalecimento das margens, em contraste com a gasolina, que continua em trajetória de enfraquecimento em 2025.
O contrato mais ativo do NY Harbor ULSD registrou alta de 4,8%, encerrando a sexta-feira a USD 2,2376 por galão. Durante a semana, os futuros chegaram a superar USD 2,28 por galão, maior nível desde dezembro de 2025.
O movimento foi impulsionado principalmente pela retomada das tensões entre Rússia e Ucrânia, além da redução dos estoques de diesel nos EUA, que ampliou o diferencial entre o Heating Oil e o Brent. Ao final da semana, o crack-spread atingiu USD 29,8 por barril, avanço de 13,4% em relação à semana anterior.
A gasolina RBOB, por outro lado, permaneceu enfraquecida, acumulando queda de 17% em 2025, mesmo diante do avanço das vendas no Brasil. Na última semana, o diferencial entre o RBOB e o Brent recuou 5,2%, para aproximadamente USD 10,8 por barril.
O desempenho negativo foi influenciado pelo crescimento expressivo dos estoques norte-americanos, que aumentaram 8,9 milhões de barris, atingindo o maior nível para meados de janeiro nos últimos cinco anos. Com oferta elevada, o preço da gasolina teve alta semanal de apenas 0,3%, resultando em novo enfraquecimento das margens de refino.
O cenário atual evidencia como riscos globais e a dinâmica de estoques impactam de forma diferenciada os combustíveis: enquanto o diesel se beneficia da insegurança geopolítica, a gasolina sofre com superoferta, exigindo atenção dos produtores e refinarias para a gestão das margens.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias