Publicado em: 23/04/2026 às 11:25hs
As cotações do algodão em pluma no mercado brasileiro seguem em leve alta na segunda quinzena de abril, aproximando-se do patamar de R$ 4,00 por libra-peso. O movimento é sustentado, principalmente, pela postura firme dos vendedores, que mantêm resistência em negociar abaixo dos níveis atuais.
De acordo com pesquisadores do Cepea, muitos agentes estão atentos à valorização da pluma no mercado externo, o que contribui para a sustentação dos preços domésticos. Além disso, produtores acompanham de perto o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26, que apresentam, até o momento, bom desempenho.
Apesar do viés positivo nos preços, a liquidez segue restrita. Parte dos agentes continua focada no cumprimento de contratos a termo já estabelecidos, enquanto outros demonstram interesse em novas negociações.
Ainda assim, a dificuldade de consenso entre compradores e vendedores tem limitado o fechamento de novos negócios. Do lado da demanda, indústrias mantêm postura cautelosa e seguem monitorando o mercado antes de avançar nas aquisições.
No cenário internacional, o mercado de algodão apresentou movimento contrário. A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) encerrou o pregão com queda nas cotações, pressionada principalmente por realização de lucros.
Segundo traders, fatores técnicos predominaram na sessão, levando investidores a ajustarem posições após ganhos recentes.
Os contratos com entrega em maio de 2026 fecharam cotados a 76,33 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 1,93 centavo (queda de 2,5%). Já os papéis para julho de 2026 encerraram o dia a 78,64 centavos, baixa de 2,22 centavos (recuo de 2,7%).
O mercado de algodão segue, portanto, dividido entre a sustentação dos preços no Brasil, impulsionada pela postura dos vendedores e pelo cenário produtivo positivo, e a pressão externa vinda das bolsas internacionais, influenciadas por movimentos técnicos e financeiros.
A tendência de curto prazo dependerá da evolução das negociações internas, do comportamento da demanda industrial e das oscilações no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
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