Análise de Mercado

Ajustes na estimativa de déficit mundial de açúcar fazem commodity disparar em NY

Os ajustes nas estimativas de déficit mundial de açúcar por importantes tradings fizeram com que os preços da commodity subissem entre 63 e 91 pontos na bolsa de Nova York


Publicado em: 18/04/2016 às 11:00hs

Ajustes na estimativa de déficit mundial de açúcar fazem commodity disparar em NY

Os ajustes nas estimativas de déficit mundial de açúcar por importantes tradings fizeram com que os preços da commodity subissem entre 63 e 91 pontos na bolsa de Nova York, na última sexta-feira (15). No vencimento maio/16, a Ice Future fechou cotada a 15,04 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de 91 pontos no comparativo com a véspera.

Em Londres não foi diferente. Pressionada pelos novos números do déficit, a commodity precificou entre 16,10 e 18,70 dólares a tonelada. Na tela maio/16, o açúcar fechou cotado a US$ 440 a tonelada, US$ 18,70 a mais que as cotações da véspera.

Analistas ouvidos pelo jornal Valor Econômico de hoje (18), destacam que a alavanca que impulsionou os preços do açúcar foi a nova estimativa da Czarnikow que aumentou o déficit mundial pela commodity para 11,4 milhões de toneladas na atual temporada, um aumento de 3,2 milhões de toneladas quando comparado com o déficit estimado anteriormente pela mesma trading.

Para Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, "NY assistiu a uma semana bastante volátil. Esperávamos que essa grande volatilidade ocorresse conforme antecipáramos aqui no último comentário, mas certamente o mercado se superou no quesito oscilação. O maio/2016 fechou a sexta-feira cotado a 15.04 centavos de dólar por libra-peso depois de ter negociado a mínima de 14.00 quarta-feira e a máxima na mesma sexta-feira a 15.12 centavos de dólar por libra-peso. Em 5 dias de pregão a volatilidade anualizada da semana traduz-se em 57.84%. Há tempos não víamos tal oscilação. Excetuando-se o final de fevereiro que também foi altamente volátil, a última vez que tivemos alta volatilidade em curto espaço de tempo foi em novembro do ano passado".

Corrêa destaca ainda que "algumas peças não se encaixam no quebra-cabeça maluco em que se transformou o mercado de açúcar nas últimas semanas. Ninguém duvida do déficit mundial que se avizinha e cujo tamanho, dependendo da fonte, está entre 4.7 e 11.4 milhões de toneladas, o primeiro depois de cinco anos de sucessivos superávits. Por outro lado, o mercado de açúcar FOB no curto prazo está tão largado às traças que basta olhar o tamanho do desconto que se dá para o vencimento outubro/2016 em relação ao março/2017, um spread de 76 pontos, equivalentes a um desconto de 7.50% ao ano. Então fica assim combinado: todos nós sabemos do déficit, mas não estamos nem aí para ele. Parece que assim que o mercado está tratando a situação".

Mercado doméstico

O mercado doméstico também fechou a sexta-feira em alta, segundo índices do Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos do tipo cristal fechou cotada em R$ 75,88, alta de 0,37% no comparativo com a véspera.

Fonte: Agência UDOP de Notícias

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