Análise de Mercado

Açúcar inicia 2026 em queda no mercado interno, enquanto etanol mantém preços firmes na entressafra

Preços do açúcar caem no início de 2026 no mercado brasileiro


Publicado em: 12/01/2026 às 10:50hs

Açúcar inicia 2026 em queda no mercado interno, enquanto etanol mantém preços firmes na entressafra

O mercado físico de açúcar no Brasil começou 2026 em ritmo de desvalorização. Na primeira semana de janeiro, as cotações recuaram de R$ 106 para R$ 104 por saca de 50 kg, refletindo um cenário de menor demanda e maior oferta de produtos com coloração mais alta — que costumam ter preços mais baixos.

Segundo o consultor Maurício Muruci, da Safras & Mercado, as usinas estão priorizando a comercialização de açúcar com coloração mais elevada como forma de preservar os estoques durante o período de entressafra, que ainda está em seu primeiro mês. Esse movimento contribuiu para a retração dos preços no mercado interno.

Mercado internacional tem leve alta nas cotações

Enquanto os preços caíram no Brasil, o mercado internacional de açúcar registrou leve valorização no mesmo período. As cotações subiram de US$ 14,50 para US$ 15,00 centavos por libra-peso na primeira semana de janeiro.

Muruci explica que a valorização do real frente ao dólar e a expectativa de chuvas abaixo da média nas regiões produtoras de cana do Centro-Sul do Brasil aumentaram o interesse dos agentes internacionais na ponta compradora, o que deu sustentação aos preços no exterior.

Etanol mantém preços firmes apesar de perda de competitividade

No mercado de etanol, tanto o hidratado quanto o anidro tiveram a primeira semana do ano marcada por valorização dos preços, sustentada pela postura firme das usinas, que se mantêm confortáveis durante a entressafra.

O etanol hidratado, utilizado diretamente nos veículos, iniciou a semana cotado a R$ 3,63 e encerrou a R$ 3,65 por litro. Apesar do avanço, Muruci alerta para a perda de competitividade frente à gasolina em quase todo o país — com exceção do Mato Grosso do Sul, onde o hidratado ainda se mantém competitivo.

Mesmo com essa desvantagem, as usinas não recuaram nos preços, confiando na força da entressafra para sustentar as cotações, segundo o analista da Safras & Mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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