Publicado em: 13/04/2023 às 10:30hs
Depois de subir para a máxima em 11 anos, na terça-feira, o açúcar bruto negociado na ICE Futures de Nova York fechou em baixa ontem em todos os lotes. O vencimento maio/23 foi contratado a 24,05 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 32 pontos no comparativo com os preços do dia anterior. Já a tela julho/23 caiu 34 pontos, contratada a 23,34 cts/lb. Os demais lotes caíram entre 6 e 28 pontos.
Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco também fechou no vermelho em quase todas as telas, a única exceção foi o lote outubro/24 que subiu 20 cents de dólar na tonelada. O vencimento maio/23 foi contratado ontem a US$ 693,90 a tonelada, desvalorização de 8,60 dólares no comparativo com os preços do dia anterior. Já a tela agosto/23 caiu 9,90 dólares, negociada a US$ 670,00 a tonelada. Os demais contratos recuaram entre 1,20 e 5,60 dólares.
Segundo analistas de mercado, a commodity continua pressionada pela quebra de safra em três dos principais produtores asiáticos, o que fará do Brasil, uma vez mais, protagonista da atual temporada.
As perspectivas de diferentes consultorias é de que a safra na região Centro-Sul do Brasil deva se aproximar de 600 milhões de toneladas na temporada que se iniciou em 1º de abril, mas as condições climáticas poderão impactar na produção, principalmente nesse início de safra.
Ontem a Unica fechou os números finais da safra 2022/23 no Centro-Sul. A região processou, até 31 de março passado, 548,28 milhões de toneladas, incremento de 4,61% em relação à temporada anterior. A produção de açúcar fechou a última safra, na região, em 33,73 milhões de toneladas, 5,16% maior que o ciclo 21/22.
No mercado interno a quarta-feira foi de forte alta nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 141,53 contra R$ 137,98 de terça-feira, valorização de 2,57% no comparativo.
Já o etanol hidratado voltou a ultrapassar a casa dos 3 mil reais o metro cúbico ontem, pelo Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 3.017,00 o m³ contra R$ 2.951,50 o m³ praticado na terça-feira, valorização de 2,22% no comparativo entre os dias.
Fonte: Agência UDOP de Notícias
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