Publicado em: 18/12/2015 às 18:15hs
“O Brasil e as empresas exportadoras do setor de frigoríficos de carne bovina ainda vão ter de investir muito na parte comercial do mercado chinês para competir de igual para igual com países que há algum tempo já estão lá instalados como Austrália e Nova Zelândia. Não se trata mais de autorizações e da parte burocrática entre governos. Trata-se de vender bem o produto brasileiro, mostrar sua escala, segurança, qualidade e preço. Os australianos e neozelandeses estão fazendo isso há algum tempo e, em todo o país, promovem apresentações, degustações e feiras. Mostram e vendem seus produtos todo o tempo. E nós não temos nada disso ainda”.
A observação acima é do Presidente Executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), Péricles Salazar e foi feita depois do workshop realizado em Pequim no último dia 9, quando o trabalho desenvolvido pela ABRAFRIGO para ampliar o leque de empresas exportadoras de carne bovina no país foi apresentado aos empresários chineses.
“Desde 2005 a entidade vem desenvolvendo um trabalho junto aos seus associados, principalmente médias empresas, para que invistam e entrem no mercado externo. Atualmente, temos 22 associados que exportam e possuem escala para entrar no mercado chinês. Hoje, no Brasil, há somente 11 plantas autorizadas a exportar carne bovina para a China e pertencentes a apenas cinco empresas”, informa Péricles Salazar. “Estamos num bom momento e em condições de ampliar este leque de fornecedores porque ouvi dos empresários chineses do setor que eles estão muito interessados no aumento do número de fornecedores para aumentar a competição, com reflexo nos preços”, concluiu Salazar.
Fonte: Assessoria de Imprensa ABRAFRIGO
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