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Países vizinhos mostram como diversificar floresta plantada

Painel apresentado em simpósio internacional trouxe experiências da Argentina e da Colômbia


Publicado em: 18/10/2013 às 16:00hs

Países vizinhos mostram como diversificar floresta plantada

Com 600 mil hectares de coníferas plantados, Missiones, no nordeste da Argentina, pesquisa constantemente sobre as espécies de árvores que melhor se adaptam ao seu clima subtropical. Um híbrido de Pinus caribaea e Pinus elliottii tem se mostrado uma opção certeira. Além de resistir à geada, a planta produz menos pólen, portanto apresenta menor potencial invasivo. Essa foi a explicação do pesquisador do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), Hugo Fassola, durante o painel sobre espécies arbóreas potenciais para arborização de pastagens em zonas de ocorrência de geada, apresentado no 1º Simpósio Internacional de Arborização de Pastagens em Regiões Subtropicais, realizado em Curitiba (PR). “A estrutura reprodutiva tanto da planta macho quanto da fêmea gera uma quantidade pequena de esporos. Além de propiciar melhor controle do alcance de germinação, essa característica diminui a incidência de alergia na população que mora no entorno das plantações”, elucida.

Na zona andina da Colômbia, onde a cada 100 metros de altura a temperatura cai 1oC, a adaptação ao frio é imprescindível. A Acácia Negra foi a escolha para a integração com a pecuária na região. Luiz Alfonso Giraldo Valderrama, da Universidade Nacional da Colômbia, mostrou estudos comparativos entre a Acácia e outras espécies comumente usadas na região, com resultados muito favoráveis para a primeira. “A Acácia registrou resultados positivos na produção de nitrogênio, no aproveitamento de proteína na nutrição animal, na captura de carbono e na eliminação de pragas no pasto”, enumera Valderrama.

Defensor da diversificação de espécies plantadas, o pesquisador da Embrapa Florestas, Antonio Aparecido Carpanezzi, tem vasto conhecimento sobre o comportamento de diversos tipos de árvores cultivadas no Brasil. Instigado a falar sobre a bracatinga, Carpanezzi mencionou a planta como de crescimento rápido e vida útil curta. “A bracatinga tem uma boa produção de madeira e precisa de um clima frio. A madeira é comumente usada para lenha, mas quando alcança o diâmetro adequado, pode servir para serraria, embora seja pouco usada para essa finalidade. Ela é sensível à ação do gado, mas pode ser usada na pecuária desde que com uma proteção quando árvore pequena”, explica.

Apesar da diversidade da flora brasileira, ainda são necessárias pesquisas para melhor aproveitá-las com finalidade econômica. Segundo Carpanezzi, “muitos silvicultores confundem maior velocidade de crescimento da madeira com maior lucratividade, porém muitas espécies consideradas secundárias possuem um maior valor agregado”, avalia.

Evento

O Simpósio foi organizado pela Embrapa Florestas (Colombo/PR), com participação da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento do Paraná e Instituto Emater/PR, e apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Senar Paraná, Iapar, Sistema Fiep, Universidade Federal do Paraná, Emater/RS, Capes, Associação Paranaense das Empresas de Base Florestal e Iufro.

Fonte: Interact Comunicação

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