Publicado em: 16/03/2015 às 12:10hs
O fomento das políticas florestais foi amplamente discutido durante a reunião da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), na manhã desta quinta-feira (12.03), na sede daquela entidade e que contou com a participação de representantes do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).
O superintendente de Geoinformação e Monitoramento Ambiental da Sema Gabriel Vitoreli, explicou que em abril o módulo de análise do Sistema estará em operação, uma ferramenta para testar a conformidade do imóvel em relação à legislação ambiental vigente no código florestal, para prosseguir a adesão do PRA.
“O PRA é um Programa do novo código florestal do Governo Federal que depende da publicação da Lei de Política Florestal, e aguarda votação na Assembleia Legislativa para ser regulamentado pelo Estado. Porém o órgão ambiental poderá começar a execução do Programa com as ferramentas existentes inclusive as análises advindas do Cadastro Ambiental Rural (CAR)”, pontuou Vitorelli.
A portaria 443 publicada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em 17 de dezembro de 2014 prevendo a proibição do corte, transporte e comercialização de diversas espécies da flora brasileira por serem consideradas ameaçadas de extinção, também foi tema da reunião.
O superintendente Operacional do Cipem, Valdinei Bento, informou a criação de um Grupo de Trabalho (GT), responsável em realizar um estudo regional técnico da flora, para conhecer, de fato, como se comportam as espécies dentro das particularidades de cada região. Os trabalhos do GT são coordenados pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), sob o comando do diretor-geral da entidade, Marcus Vinícius Alves, e será composto pelo Ibama, MMA, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras entidades.
Segundo a analista de Meio Ambiente da Famato e coordenadora da Comissão Lucélia Avi, o setor produtivo foi pego de surpresa pela Portaria causando um impacto tanto para Manejo quanto para desmate, conforme manda a Legislação. “É importante a participação do Cipem nas discussões da Comissão, para expor seu ponto de vista e ações realizadas pela entidade. Assim, juntos, poderemos unir forças até conseguir a revogação ou suspensão da Portaria, para que não cause um maior impacto nos setores econômicos”, destacou Avi.
O presidente da Comissão Ricardo Arioli, ressaltou que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), precisa olhar para o setor produtivo como os principais atores na questão da preservação, e entender que estamos do mesmo lado. “Mato Grosso é o maior produtor de soja, de gado, o setor florestal um dos maiores produtores de madeira, sempre preocupado em trabalhar com alta tecnologia, e entendemos que a preservação é item importante na pauta da produção do estado, com isso esperamos uma postura da Sema dizendo 'seja bem vindo, você é um setor que faz bem para a economia do Estado'. O fator preservação ambiental é muito importante na venda da nossa produção para qualquer mercado seja brasileiro, exterior ou mesmo em Mato Grosso”, concluiu.
Fonte: Assessoria Cipem
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