Publicado em: 19/11/2015 às 14:30hs
A Suzano Papel e Celulose investirá R$ 425 milhões na construção de duas unidades de produção de bobinas para a conversão em papel higiênico nas cidades de Mucuri, na Bahia, e Imperatriz, no Maranhão. Cada uma delas terá uma máquina de largura dupla, com capacidade de produção de 60.000 toneladas por ano.
A estratégia é atuar como parceiro industrial de players desse segmento, fornecendo os jumbos que serão convertidos no produto final, garantindo competitividade de custos e de logística. O consumo de papel higiênico no Brasil tem migrado gradualmente dos produtos de folha simples, para os mais sofisticados, com folhas dupla e tripla.
O mercado brasileiro consumiu 800.000 toneladas no ano passado. “Identificamos uma nova frente na qual conseguimos agregar valor à nossa celulose. Podemos ser muito competitivos e é isso que estamos propondo ao mercado”, afirma Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose.
A expectativa é de que a demanda local por tissue cresça, em média, 5% ao ano. Nas regiões Norte e Nordeste, porém, o crescimento tem superado essa taxa. “Com a fabricação de bobinas na Bahia e no Maranhão, a Suzano se aproxima dos mercados mais promissores, com unidades integradas, produto de qualidade e custo competitivo, em especial na questão de logística, já que grande parte das bobinas é hoje produzida no Sul e Sudeste do País”, completa Ernesto Pousada, diretor executivo de Operações da Suzano Papel e Celulose.
Com esse projeto, a empresa também propõe uma solução definitiva para a monetização dos seus créditos de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) na Bahia e no Maranhão.
Fonte: Painel Florestal
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