Publicado em: 19/11/2015 às 15:15hs
Participam fiscais ambientais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que vão conhecer, até quinta-feira (19/11), as características das madeiras comerciais brasileiras e aprender como identificar, por exemplo, se uma carga corresponde aos documentos apresentados pelo transportador ou pelo revendedor.
O curso existe desde 2006. Já foi ministrado para policiais federais, civis e fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e vem sendo aprimorado desde então. É composto por uma parte teórica, ilustrada com desenhos e fotografias, e por uma parte prática, feita com amostras de madeira. Cada aluno usa um kit com pequenas amostras de 46 espécies das principais madeiras brasileiras, como Jacarandá da Bahia e Pau-brasil (espécies ameaçadas da Mata Atlântica), para fazer os exercícios práticos. Usam uma lupa, que aumenta em 10 vezes, para analisar veios e porosidade de cada espécie madeireira.
Conhecimento - O instrutor do curso e analista do SFB, Alexandre Bahia Gontijo, biólogo e mestre em Ecologia de Biomas Tropicais, explica que o curso apresenta ferramenta para ser usada no dia a dia do trabalho de campo. Por meio do programa Chave Eletrônica de Identificação de Madeiras, os fiscais podem checar se a madeira fiscalizada corresponde àquela descrita no Documento de Origem Florestal (DOF) emitido pelo Ibama. Desde junho deste ano, a fiscalização dos DOFs passou a ser exercida pelos órgãos ambientais estaduais, entre eles o Ibram.
“Pedimos para focar nas principais madeiras comercializadas no Distrito Federal, como ipê, cumaru, mogno e tauari”, conta o aluno e fiscal ambiental Ellon Amaral. Formado em Direito, como a colega Simone Costa, ambos admitem sentir a necessidade de se aprofundar e conhecer mais sobre o assunto para realizarem a tarefa de fiscalizar as madeireiras. “Estava na expectativa por esse curso”, diz Simone. “Tenho certeza de que o curso vai nos auxiliar muito no trabalho de identificação de madeira contrabandeada”, acredita ela.
Chave eletrônica – O programa Chave Eletrônica Interativa de Identificação de Madeiras é um catálogo contendo 157 espécies de madeiras comerciais brasileiras, sendo 90% nativas da região amazônica. Para identificar uma delas, o usuário responde a uma série de perguntas sobre o aspecto, a cor e outras características, até chegar em uma madeira específica. “Estamos em fase de atualização para aumentar esse número”, afirma a analista ambiental da área de Anatomia e Morfologia do Laboratório de Produtos Florestais/SFB, Juliana Sabino Rodrigues.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social MMA
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