Mercado Florestal

Preço da madeira se mantém estável em São Paulo, aponta IEA

Estado com segunda maior área de florestas plantadas do Brasil fechou 2015 pior do que começou


Publicado em: 18/02/2016 às 20:10hs

Preço da madeira se mantém estável em São Paulo, aponta IEA

Não está nada fácil para o produtor de madeira do estado de São Paulo. Em boletim do IEA (Instituto de Economia Agrícola) recém divulgado pelo pesquisador Eduardo Pires Castanho Filho, os números mostram que madeira para energia e processo (que inclui painéis e celulose) tiveram um decréscimo ao longo do ano.

Já a madeira destinada ao tratamento registrou uma leve reação motivada - provavelmente - pelo melhor desempenho da pecuária. De acordo com o relatório do IEA, a busca pelo aumento da produtividade setorial tem demandado material para subdivisão de pastagens e, consequentemente, madeira tratada.

Especialistas desse segmento, no entanto, observaram uma queda na qualidade dos produtos.

Conforme Castanho e sua equipe, há uma perspectiva positiva em relação ao uso de cavaco na geração de energia elétrica pelas caldeiras das usinas de cana de açúcar.

A ideia é utilizar o tempo ocioso da entressafra da cana e - sendo rentável - aproveitar as áreas impróprias para mecanização para produzir eucalipto.

Essa demanda - inclusive - vem ao encontro do Protocolo Agroambiental do Estado de São Paulo que define 2017 como prazo final para eliminar a prática da queima nas áreas em que não existe tecnologia adequada para a mecanização.

Na contramão

Favorecido pela desvalorização cambial, as exportações de celulose, painéis de madeira e papel registraram alta em 2015.

No boletim mensal de janeiro da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), os números apresentaram resultados positivos num comparativo ao ano de 2014. O volume de exportações de celulose somou 11,5 milhões de toneladas, crescimento de 8,6% em relação ao ano anterior. As exportações de papel aumentaram 11,5%.

Com a queda do consumo , a indústria de painéis de madeira viu no mercado externo uma maneira de compensar a redução de 11,3% nas vendas. A estratégia deu certo. As exportações alcançaram 641 mil m3, uma alta de 52,3% em relação ao mesmo período de 2014.

Para a presidente executiva da Ibá, Elizabeth de Carvalhaes não há motivos para comemorar. "2016 será um ano austero, e o mercado continuará enfrentando os mesmos desafios de 2015. As previsões devem ser cautelosas, pois ainda não há um quadro claro sobre as medidas de estímulo à economia que serão anunciadas pelo Governo", ressaltou.

Fonte: Painel Florestal

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