Publicado em: 18/02/2026 às 13:30hs
A Klabin começou o ano com um cenário favorável para suas operações. Segundo executivos da companhia, janeiro apresentou forte demanda por celulose no mercado internacional e por papel para embalagens no Brasil, criando espaço para reajustes de preços e reforçando a perspectiva de um ano positivo para a empresa.
Maior produtora de papel para embalagens do país e uma das principais da América Latina, a Klabin fornece insumos essenciais para grandes marcas de bens de consumo que dependem de suas soluções para levar produtos ao mercado.
O presidente-executivo da Klabin, Cristiano Teixeira, destacou que janeiro registrou recuperação expressiva na demanda por cartões usados em embalagens de cerveja, segmento em que a empresa atua com exclusividade na América Latina.
“Observamos um movimento importante de retomada em embalagens para cerveja. Operamos 100% nesse segmento e janeiro foi um mês forte”, afirmou Teixeira durante conferência com analistas e investidores.
O executivo ressaltou que, embora as cervejarias mantenham certa cautela em relação ao mercado brasileiro — após um 2025 considerado fraco devido às condições climáticas adversas — o início de 2026 mostra sinais de reaquecimento da indústria de bebidas.
A Ambev, maior cervejaria das Américas, também reforçou essa tendência em seu resultado do quarto trimestre, afirmando estar confiante na recuperação da categoria de cervejas neste ano.
Outro destaque apontado pela Klabin é o crescimento na demanda por papelão ondulado em Manaus, impulsionado pela produção de eletroeletrônicos na Zona Franca.
Segundo Teixeira, a realização da Copa do Mundo tende a aquecer o consumo desses produtos e, consequentemente, o uso de embalagens.
“Estamos vendo um ano sazonal importante, e historicamente, anos de Copa do Mundo trazem bons resultados tanto para o cartão quanto para o papelão ondulado. Janeiro foi bastante forte para ambos”, observou o executivo, sem revelar detalhes sobre volumes comercializados.
O diretor de celulose da Klabin, Alexandre Nicolini, afirmou que o mercado global segue aquecido para celulose fluff de fibra longa e que a demanda por fibra curta tem superado as expectativas, apresentando desempenho bastante robusto.
Nicolini destacou ainda que os reajustes de preços estão sendo bem recebidos pelo mercado, o que reforça a expectativa de novos aumentos em março.
“Os mercados estão mostrando resiliência e temos confiança de que parte dos ajustes será implementada com sucesso”, afirmou.
Com a combinação de demanda interna aquecida, crescimento nas exportações de celulose e ajustes positivos de preços, a Klabin avalia que 2026 tende a ser um ano de expansão para o setor de papel e celulose.
A companhia mantém foco em consolidar sua presença na América Latina e atender à crescente demanda por embalagens sustentáveis e soluções renováveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
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