Mercado Florestal

Investir e inovar para se destacar no ramo moveleiro

O presidente da Associação dos Moveleiros do Oeste de SC (AMOESC) e do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Vale do Uruguai (SIMOVALE), Osni Carlos Verona, está otimista com o futuro do setor


Publicado em: 28/01/2014 às 18:45hs

Investir e inovar para se destacar no ramo moveleiro

Verona é mestre em gestão e auditoria empresarial, pós-graduado em “Design e novas tendências”, em “Gestão da produção” e em “Administração de empresas”. Possui 30 anos de experiência como gerente de produção na área madeireira, consultoria de indústria de móveis, desenvolvimento de supervisores e chefe de setores, designer de móveis, consultor na área de desenvolvimento produtivo empresarial, palestrante na área de empreendedorismo empresarial e proprietário da indústria Verona Móveis Ltda.

Qual é a representatividade do setor moveleiro para a região?

OSNI VERONA – Em uma área de atuação de 83 municípios há mais de 1.200 empresas ligadas ao setor moveleiro, sendo que cerca de 460 delas estão envolvidas em ações do polo moveleiro. Somos os primeiros em número de empresas moveleiras do oeste de Santa Catarina, os terceiros em geração de empregos e estamos em quarto lugar no setor na economia oestina. Geramos aproximadamente 12.000 empregos diretos e 15.000 indiretos, além dos mais de R$ 20 milhões em negócios, por ano, em exportações. O potencial transcende a economia regional e expande, cada vez mais, a diversificação produtiva. Nosso polo atende a demanda de todos os tipos de ambientes, dos mais simples – com móveis mais econômicos – aos mais sofisticados, com alto padrão decorativo, com móveis de luxo. Isso se deve ao investimento e qualificação da mão de obra, tecnologia e inovação do segmento, cada vez mais perceptível na região.

Qual é a perspectiva para o segmento moveleiro em 2014?

OSNI VERONA – Para 2014 a perspectiva, para os moveleiros, será de empate com sabor de vitória. Estamos em ano de Copa do Mundo e também de eleições presidenciais, portanto, neste ano as atenções estarão voltadas para o comando do Brasil e, automaticamente, a economia não anda de forma confiável. O ano seguirá com diversos eventos e feriados, o que resultará em um ano no qual os investimentos devem estagnar nos moldes de 2013. Os empreendedores estão mais confiantes em relação ao futuro com os avanços obtidos nos últimos anos e o grande potencial do mercado doméstico.

Quanto o setor de móveis cresceu nos últimos anos?

OSNI VERONA – O setor está em plena expansão. Depois do sucesso da Mercomóveis 2012, que teve sua primeira edição no início de 1996, a feira ganhou cada ano mais destaque em toda a região oeste, seguida pela região sul e, atualmente, compõe o quadro de feiras do segmento no Brasil. Nas três últimas edições o evento se consolidou como a maior do segmento em Santa Catarina e a terceira maior do País. Atravessando fronteiras com as rodadas internacionais de negócios, obtivemos muito sucesso e recebemos apoio incondicional da FIESC, do SEBRAE e do Governo do Estado, fornecedores âncoras que investem em nosso polo por ser promissor e expansivo. Podemos considerar um crescimento médio de aproximadamente 4,8% ao ano.

O ano de 2014 será melhor que 2013?

OSNI VERONA – Em alguns segmentos 2014 será de grandes avanços, como por exemplo, no ramo de entretenimento, gastronomia, hotelaria e viagens. Para a indústria de transformação, porém, será penoso. Ainda estamos com falta de mão de obra qualificada e, com as tendências de mercado, a baixa procura para estes tipos de trabalhos em fábricas tende a ser maior. Também não temos garantias de que a história ande sempre em direção ao sucesso progressista neste País. Estamos cientes, contudo, que existem problemas, mas que para eles também existem caminhos e soluções.

Quais investimentos ainda precisam ser feitos no ramo moveleiro?

OSNI VERONA – O sucesso se alcança quando o empreendedor faz a gestão e auditoria empresarial e, a partir disso, identifica em qual fase se está e aonde se quer chegar. Por isso, destaco três etapas importantes que o empresário do polo deverá investir ou focar com mais intensidade, para uma evolução e competitividade que levarão ao sucesso e com resultados positivos. O empresário deve investir em capital humano, ou seja, deverá haver uma equipe afinada, treinada, equalizada e preparada para a excelência. Também procurar investir em infraestrutura, pois a empresa deve se preocupar com o espaço físico e as instalações que possui. De forma adequada, deve-se projetar com layout inteligente com todas as células de produção equalizadas no tempo padrão de execução ao longo da sua linha de produção, com toda a logística bem definida que resultem na qualidade e produtividade. Outro foco de investimento, por fim, é em tecnologia e inovação, já que para colher os frutos, depois das duas etapas anteriores, a orientação é renovar o sistema, tendo como prioridade adquirir maquinários para substituir as linhas com máquinas obsoletas e que já não atendem a meta, que é a redução do custo unitário, e ser mais competitivo. Com o objetivo de inovar sempre, a empresa ficará mais leve e sincronizada para vender aquilo que o mercado quer comprar, peças que refletem a inovação e o desenvolvimento dos produtos que seus clientes usarão no futuro e que, no momento atual, não existem.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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