Mercado Florestal

Consultor acredita que crise chegou ao setor florestal

Marcio Funchal, diretor da Consufor, afirma que, no setor florestal brasileiro, só a indústria de celulose branca ainda não sentiu completamente os efeitos do cenário econômico complicado


Publicado em: 08/10/2015 às 08:45hs

Consultor acredita que crise chegou ao setor florestal

A crise já chegou ao setor florestal. A frase é do diretor da Consufor, Marcio Funchal. “Neste segundo semestre o setor sentiu a crise, com todos os efeitos: retração da demanda, queda de preços e redução de empregos. A exceção é a celulose branqueada, cujos efeitos estão, em geral, um pouco atrasados em relação aos demais players do setor florestal. A perda de mão de obra do setor florestal começou em 2014, com o fechamento de dois mil postos de trabalho. Este ano, o número será maior”, prevê Funchal.

De acordo com o diretor da Consufor, houve uma redução de demanda de produtos e só a celulose conseguiu manter crescimento dos embarques ao exterior, apesar de que, simultaneamente, a demanda no mercado interno tenha retraído. Funchal disse ainda que nos demais segmentos que compõem o setor florestal houve uma recuperação da produção após a crise de 2009, mas que desde a segunda metade de 2014 o momento demonstra retração de negócios. Para ele, o setor de madeira serrada foi o que mais sentiu até o momento.

Na avaliação de Funchal, a tendência mundial é de queda de preços nas commodities agrícolas e florestais e isso inclui celulose, papel, madeira, compensados e outros, acompanhando a tendência de retração mundial de preços de praticamente todas as commodities. “São ciclos de mercado e neste momento a curva está para baixo. O problema é que estes ciclos não são curtos. O setor florestal precisa rever a estratégia de longo prazo de maneira criteriosa”, avalia Funchal. Para ele, a situação do setor florestal no curto prazo é crítica: “os estoques estão altos, os compradores estão com crédito limitado e pedem prazos mais longos para a realização de pagamentos, e o nível de inadimplência tem crescido dia a dia”, acrescenta.

A solução – segundo Marcio Funchal – é adotar, imediatamente, uma estratégia de sobrevivência para o curto prazo e reajustar os negócios para o médio prazo. Para isso, projetar cenários futuros é, possivelmente, a melhor alternativa para antever todas as condições de mercado. Além disso, a promoção de um maior intercâmbio entre as empresas, por meio das associações e entidades representativas, em conjunto com um diálogo mais aprofundado com os Governos Federal e Estadual, podem gerar contribuições para encontrar saídas e equilibrar novos aumentos de custos de produção, o que significa manter um equilíbrio das margens e assegurar os empregos do setor.

Fonte: Painel Florestal

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