Reflorestamento monitorado gera R$ 1,2 milhão em fazenda no Sul de Minas
Projeto em Pouso Alegre usa drones, imagens de satélite e registros de campo para acompanhar mais de 22 mil árvores destinadas à compensação ambiental
Publicado em: 01/10/2026 às 12:30hs
Uma área de 10 hectares da Fazenda Copaíba, em Pouso Alegre (MG), gerou mais de R$ 1,2 milhão em faturamento com um modelo de reflorestamento voltado à compensação ambiental. Segundo os responsáveis pelo projeto, o plantio de mais de 22 mil árvores desde 2024 contribuiu para o licenciamento de oito empreendimentos.
O diferencial da iniciativa está no acompanhamento das mudas. Registros fotográficos feitos em campo, imagens de drones e georreferenciamento por satélite são usados para localizar as árvores, verificar seu desenvolvimento e identificar a necessidade de reposição. Em lotes específicos, conforme a demanda do cliente, cada muda recebe uma identificação individual.
Tecnologia acompanha sobrevivência das mudas
O sistema integra o método Pé de Árvore Saudável (PAS), desenvolvido por Fábio Garcia Filho, engenheiro industrial e sócio-proprietário da fazenda. De acordo com ele, o monitoramento permite documentar o resultado do plantio e prestar contas a empresas e órgãos públicos que contratam a compensação ambiental.
A Fazenda Copaíba informa que a taxa de sobrevivência das mudas monitoradas chegou a 99,7%. O índice supera o patamar de 75% previsto nos contratos com órgãos públicos mencionados pelo empreendimento.
Para Garcia Filho, o principal desafio vai além do plantio inicial. É preciso acompanhar as árvores ao longo do tempo, detectar perdas e comprovar que as mudas permanecem saudáveis.
Compensação ambiental cria receita em área de baixa aptidão agrícola
O projeto ocupa áreas da propriedade menos adequadas ao cultivo de grãos, como terrenos declivosos e margens de cursos d’água, com o plantio de espécies nativas. A remuneração vem dos serviços de compensação ambiental contratados para atender às necessidades de empreendimentos.
Segundo a fazenda, determinados contratos podem alcançar faturamento de até R$ 200 mil por hectare. Esse valor representa um potencial informado pelos responsáveis, enquanto os R$ 1,2 milhão correspondem ao faturamento já registrado pelo projeto nos 10 hectares utilizados.
A experiência mostra como o monitoramento pode dar maior rastreabilidade ao reflorestamento e criar uma fonte de receita para a propriedade. O resultado econômico, porém, depende das condições de cada área e dos contratos de compensação firmados.
Fonte: Portal do Agronegócio
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