Culturas Florestais

Grupo BBF iniciará cultivo de cacau e açaí em conjunto com palma de óleo na região amazônica

Empresa projeta ter a maior produção individual de cacau do mundo até 2030


Publicado em: 23/06/2023 às 09:20hs

Grupo BBF iniciará cultivo de cacau e açaí em conjunto com palma de óleo na região amazônica

Em uma iniciativa inédita, o Grupo BBF (Brasil BioFuels) anunciou que irá inaugurar o conceito de Sistema Agroflorestal (SAF) em suas operações no Pará e em Roraima. O projeto inovador envolve o cultivo consorciado da palma de óleo com cacau e açaí. O objetivo é a recuperação de áreas degradadas (RAD) na região amazônica a partir do cultivo de espécies nativas e a captura de carbono da atmosfera.

O cultivo do cacau e do açaí deve começar ainda este ano, com cerca de 1 mil hectares de cultivo no Estado do Pará. Ao todo, 30 mil hectares devem ser plantados com as frutas nativas da Amazônia pela empresa, que projeta chegar em 2030 como detentora da maior produção individual de cacau do mundo. A companhia investe em tecnologia de ponta e planejamento minucioso para alcançar esse objetivo, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e a preservação ambiental das regiões onde atua.

Em 2022, o Grupo BBF firmou um acordo com a Vibra para fornecimento do Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e Diesel Verde – conhecido como Óleo Vegetal Hidrotratado (HVO). Cerca de 100 mil hectares de palma de óleo precisarão ser plantados pela BBF para produção dos 500 milhões de litros anuais dos biocombustíveis de segunda geração. O novo projeto, além de promover a produção dos inéditos biocombustíveis, irá acelerar a recuperação de áreas degradadas e ainda gerar novas oportunidades de cultivo, como o do cacau certificado.

“O plantio da palma de óleo segue uma das legislações ambientais mais severas do mundo, o Zoneamento Agroecológico da Palma de Óleo, que permite que essa planta seja cultivada em áreas degradadas até dezembro de 2007. Vamos usar o cacau e o açaí, que são duas espécies nativas da região, nas áreas em que a palma não pode ser cultivada, o que permitirá a aceleração na recuperação das áreas degradadas, além da captura e estoque do carbono”, explica o CEO do Grupo BBF, Milton Steagall.

Assim como a palma de óleo, o cultivo do cacau e o açaí não pode ser mecanizado. “Com isso, vamos gerar milhares de novos empregos no campo, em um modelo de cultivo sustentável que acelera a recuperação do bioma Amazônico. Vamos produzir um cacau de alta qualidade e certificado, seguindo as mais rigorosas premissas de ESG no seu cultivo”, afirma Steagall.

O Grupo BBF está trabalhando em conjunto com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para levar o cultivo do cacau a novos patamares de excelência. A CEPLAC possui o maior banco genético de cacau do mundo e com isso a empresa poderá realizar pesquisas e experimentos que permitirão a produção de cacau de alta qualidade e resistente a doenças e pragas.

Atualmente, cerca de 65% do cacau consumido no mundo é oriundo da Costa do Marfim e de Gana. Os 30 mil hectares projetados pela BBF para o cultivo da fruta é uma imensidão, de acordo com Steagall, se comparado a média das propriedades rurais desses países, que possuem até sete hectares. “Nosso produto será 100% rastreado, do início ao fim da cadeia”, explica o executivo.

Fonte: GBR Comunicação

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