Publicado em: 22/01/2026 às 14:30hs
A Seara, da JBS, alcançou um marco significativo em sua estratégia de sustentabilidade: cerca de 75% das granjas integradas de aves e suínos no país já utilizam fontes limpas e renováveis de energia, como painéis solares e biodigestores, com suporte técnico da empresa.
Na avicultura, mais de 73% das granjas integradas operam com energia solar, distribuídas em dez estados e no Distrito Federal. Bahia e Paraná lideram a adoção, com 82% das propriedades conectadas, seguidos por Mato Grosso do Sul (81%) e Minas Gerais (77%).
Nos últimos seis anos, a presença da energia solar passou de 5,6% para 73% das granjas, um crescimento de 1.208%. Somente em 2025, essas unidades geraram 215,4 milhões de kWh, energia suficiente para abastecer uma cidade de aproximadamente 94,4 mil habitantes por um ano.
Nos aviários, os painéis fotovoltaicos captam a radiação solar e a transformam em eletricidade utilizada em sistemas essenciais, como climatização, automação, distribuição de ração, coleta de ovos e controle ambiental.
Além de reduzir a dependência das concessionárias, a energia solar permite maior competitividade e eficiência, beneficiando a produtividade, o bem-estar animal e a qualidade do produto.
Na suinocultura, a Seara promove a instalação de biodigestores, que transformam dejetos em biogás e biofertilizante, reduzindo significativamente a emissão de metano e convertendo o resíduo em energia elétrica renovável.
Cerca de 46% das granjas de suínos com potencial para a tecnologia já utilizam o sistema, especialmente na região Centro-Oeste, permitindo autossuficiência energética e redução média de 62% nos custos de eletricidade.
O biogás gerado abastece climatização e sistemas operacionais, enquanto o resíduo sólido é reaproveitado como biofertilizante, fechando um ciclo sustentável de produção.
O produtor integrado Rodrigo Bisollo, de Seara (SC), produz cerca de 160 mil leitões por ano. Com a adoção de biodigestores e energia solar, a granja conseguiu zerar a conta de luz, transformando custos em renda adicional de 3,5% no faturamento da propriedade.
O sistema também reaproveita o calor dos motores para aquecimento de água, aumentando a eficiência energética e reforçando práticas de economia circular.
Segundo Vamiré Luiz Sens Júnior, gerente-executivo de Agropecuária da Seara:
“A energia renovável, seja fotovoltaica ou via biodigestores, reduz custos, amplia margens, melhora a qualidade de vida no campo e fortalece a gestão das propriedades. Essas iniciativas representam um conceito completo de sustentabilidade, com impactos positivos no meio ambiente, na governança e na comunidade, garantindo competitividade e alimentos de qualidade.”
A companhia também mantém políticas de reconhecimento de boas práticas e suporte técnico contínuo, estimulando o desenvolvimento sustentável, a adoção de tecnologias inovadoras e a valorização da atividade rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
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