Publicado em: 17/05/2024 às 09:30hs
Durante o World Hydrogen Summit & Exhibition, realizada nesta segunda-feira (13), representantes da Sudene e do Consórcio Nordeste discutiram o potencial do Nordeste brasileiro para a produção de hidrogênio verde, um combustível considerado essencial para o futuro sustentável. O evento enfatizou a necessidade de investimentos em infraestrutura logística para apoiar a cadeia de valor do hidrogênio na região.
Com 80% da energia renovável do Brasil sendo gerada no Nordeste, a região se destaca como um polo promissor para a produção de hidrogênio verde. Com uma vasta infraestrutura eólica e solar, o Nordeste apresenta condições ideais para a produção desse combustível limpo, que é obtido por meio da eletrólise da água, utilizando energia renovável e sem emitir CO2.
Para viabilizar a produção em larga escala e distribuição do hidrogênio verde, será fundamental investir na construção e requalificação de gasodutos e da malha ferroviária na região. O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, ressaltou a importância desses investimentos, destacando os esforços do governo federal, especialmente por meio do Novo PAC, para modernizar a infraestrutura regional.
Além da produção de hidrogênio verde, a região Nordeste também se destaca na produção de energia solar e eólica, com 67% dos projetos em construção no Brasil concentrados na região. Isso demonstra o potencial do Nordeste para liderar a transição energética no país e se tornar um importante polo de produção de energia limpa e renovável.
A participação da Sudene e do Consórcio Nordeste no World Hydrogen Summit faz parte de uma missão internacional que inclui encontros com autoridades europeias para debater pautas ambientais e promover parcerias estratégicas. Essa iniciativa visa fortalecer a posição do Nordeste como líder na produção de energias renováveis e impulsionar o desenvolvimento sustentável na região.
A produção de hidrogênio verde no Nordeste não apenas representa uma oportunidade econômica significativa, mas também contribui para a redução das emissões de carbono e para a construção de um futuro mais sustentável e resiliente para o Brasil e o mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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