Publicado em: 13/10/2015 às 15:30hs
Para incentivar a expansão da cogeração de energia elétrica pelas usinas sucroenergéticas paranaenses e, com isso, suprir a demanda por esse insumo no Estado a partir do aproveitamento de bagaço e da palha da cana-de-açúcar – fontes renováveis abundantes -, a cidade de Maringá (PR) sedia, no dia 30 deste mês, o 1º Simpósio de Biomassa e Cogeração de Energia. A iniciativa é da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), em parceria com o Sistema Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Companhia Paranaense de Energia (Copel) e Governo do Estado. Programado para o período das 8 horas às 18 horas, no Hotel Deville, o evento deve contar com a participação de técnicos, dirigentes de empresas, lideranças, autoridades estaduais e outros convidados.
Potencial - Um estudo encomendado por Alcopar e Faep aponta que é grande o potencial para a produção de energia de biomassa no Estado, com as vantagens de demandar um investimento relativamente baixo e sem impacto ambiental. Das 27 unidades que integram o setor de bioenergia no Paraná, 13 já possuem capacidade instalada para processar mais de 1,8 milhão de toneladas de cana por ano (volume mínimo para viabilizar a cogeração). Elas poderiam oferecer ao Sistema Elétrico Interligado o equivalente a 1,2 turbina das 12 existentes na Usina de Itaipu. Isto, segundo dados da Copel, seria o suficiente para suprir toda a demanda, em megawatts médios, de Curitiba e Maringá juntas.
Oportunidade - “Trata-se de uma grande oportunidade para o Estado e também para as empresas sucroenergéticas”, salienta o presidente da Alcopar, Miguel Rubens Tranin, lembrando que o setor enxerga aí um caminho para a retomada de seu crescimento. De acordo com Tranin, a cogeração representaria um aumento de 15% a 20% no fluxo financeiro das empresas, com reflexos positivos na economia do Paraná.
Ampliar - O estudo revelou ainda que a cogeração de energia já poderia ser mais de quatro vezes maior que o volume comercializado em 2014, de 756 mil megawatts (MW) hora/ano pelas sete usinas paranaenses que já fornecem atualmente o insumo para compradores de fora do Estado. De acordo com Tranin, com o aumento do plantio de cana e a aplicação de novas técnicas, as 13 unidades que já possuem capacidade instalada poderiam ampliar a oferta de energia elétrica para 3.251 gigawatts (GW) hora/ano até 2020.
O Simpósio - As palestras abordarão aspectos agrícolas e industriais da cogeração de energia:
9h-10h15 – o técnico Luiz Carlos Dalben, da Dalplan Engenharia e Planejamento, fala sobre “Manejo e recolhimento de palha para utilização da biomassa em bioeletricidade”;
10h30 – 11h45 - Luiz Gustavo Lazarini, da Usina São José da Estiva (SP), apresenta um case prático de recolhimento de palha;
13h30 – 14h30 - Paulo Dalben, da Fundamento Consultoria Industrial, discorre sobre “Cogeração de energia com incremento da biomassa”;
14h30 – 15h - Laércio Ribeiro, da Facilsystem, analisa “Recepção e preparo da biomassa para alimentação nas caldeiras”;
15h30-16h30 - Celso Daniel Seratto, do Instituto Emater, faz palestra sobre “Produção de energia elétrica via biomassa florestal”;
16h30-17h30 - Arthur Padovani Neto e Antonio Spinello, da Copel, falam sobre “Excedentes de energia – geração, conexão e comercialização”;
18h – o presidente do conselho de administração da Copel, Reinhold Stephanes, pronuncia-se ao término do evento.
Fonte: Flamma Comunicação
◄ Leia outras notícias