Publicado em: 03/11/2025 às 11:15hs
O CIBiogás Conecta Indústria, realizado na última terça-feira (28) em Curitiba, reforçou a importância do biogás e do biometano como ferramentas estratégicas para a competitividade e a descarbonização do setor industrial. Promovido pelo Centro Internacional de Energias Renováveis e Biogás (CIBiogás), com apoio da Fiep e patrocínio do Sistema Faep, Compagas e BRDE, o encontro reuniu líderes empresariais, especialistas e representantes do governo para discutir soluções de energia renovável, inovação e economia circular.
Segundo o presidente do CIBiogás, Felipe Marques, o biogás fortalece o negócio principal das indústrias, garante segurança energética e contribui para o alcance de metas ambientais. Atualmente, o Brasil possui 167 plantas de biogás em operação, com produção anual de 974 milhões de Nm³, sendo que 26 unidades de grande porte respondem por mais de 75% do volume.
A distribuição restante inclui 87 plantas de médio porte, com produção de 214 milhões de Nm³/ano (22%), e 54 unidades de pequeno porte, responsáveis por apenas 2,6% do total. “Esses números mostram o papel central do biogás na transição energética e na competitividade da indústria brasileira”, destacou Marques.
O presidente do Conselho de Administração do CIBiogás, Rafael Lamastra, ressaltou que a instituição tem intensificado o foco no mercado desde 2023, fortalecendo parcerias e consolidando sua posição como protagonista no avanço do biogás e do biometano no país.
Para Nilo Cini Júnior, coordenador do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fiep, o evento promoveu conexões estratégicas em inovação e eficiência energética, apontando o biogás como diferencial competitivo e oportunidade de novos negócios no Paraná.
O secretário de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Rafael Greca, defendeu a construção de uma bioindústria baseada na economia circular, com substituição de tecnologias fósseis por soluções sustentáveis capazes de gerar energia limpa e impulsionar a competitividade do estado e do país.
Segundo Marcelo Mendonça, presidente da ABEGÁS, o Brasil conta atualmente com 45 mil quilômetros de rede de distribuição que podem integrar gás natural e biometano. Ele destacou que a complementaridade entre gás natural e biometano é essencial para a descarbonização, segurança energética e fortalecimento industrial.
Mendonça ainda observou que a infraestrutura já instalada, com mais de 1.700 postos de abastecimento, permite o desenvolvimento imediato do mercado de biometano, incluindo a criação de programas de descarbonização para frotas pesadas e leves.
A diretora técnica do CIBiogás, Daiana Gotardo, enfatizou que o autoconsumo de biometano é essencial para reduzir custos e emissões, principalmente em regiões sem rede de gás. O painel “Abordagens para Autoconsumo” apresentou casos práticos de grandes indústrias:
“Biogás é um ser vivo. Exige cuidado, técnica e acompanhamento diário. Quando bem utilizado, gera economia e reduz custos de resíduos”, explicou Celso Brasil, gerente de Meio Ambiente da Copacol.
A diretora de Estratégias de Mercado e Inovação do CIBiogás, Aline Scarpetta, afirmou que o biometano é o combustível do presente, não apenas do futuro, e que sua valorização ambiental é fundamental para impulsionar o setor. Durante os debates, especialistas também abordaram logística, contratos, certificações e tributação, reforçando a necessidade de planejamento e integração para consolidar o biometano como energia de baixo carbono.
“É com planejamento e integração que o setor vai escalar a oferta e consolidar o biometano como energia estratégica”, destacou Wanius Medeiros Camargo, da Logás.
Fonte: Portal do Agronegócio
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