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Brasil pode rever contratos para obter energia limpa, diz ministro

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que não há contratos que não possam ser revistos para permitir que o Brasil tenha uma geração de energia mais limpa, eficiente e barata nos próximos anos


Publicado em: 16/11/2015 às 19:40hs

Brasil pode rever contratos para obter energia limpa, diz ministro

Em evento sobre clima em São Paulo, Braga destacou que, desde 2001, quando enfrentou apagões, o Brasil acabou contratando "energia a qualquer custo".

"Nós contratamos, de 2001 pra cá, 15 mil MWh de térmicas, muitas delas a gás e óleo combustível, a óleo diesel, térmicas de baixo rendimento", disse, afirmando que o grande desafio do setor agora é "como descontratar esses 15 mil MW e substituir por energia nova, eficiente, limpa, barata, moderna", que torne o país competitivo em padrões internacionais.

"Contratos não são ´imexíveis´. Existem cláusulas, o Brasil não precisa carregar esses contratos eternamente", declarou, afirmando que é preciso estudar com clareza a forma "legal e segura" de fazer essa substituição.

"O Brasil não pode ficar carregando energia que é cara, ineficiente do ponto de vista ambiental, que polui, e deixar de contratar energias novas, limpas e modernas por causa dessas energias que estamos carregando."

Na proposta que levará à 21ª conferência global da ONU sobre o clima (COP-21), que terá início em 30 de novembro, o Brasil prevê ter até 2030 45% de participação de fontes renováveis na energia consumida pelo país (eletricidade e combustíveis).

Na eletricidade, a meta brasileira é que, em 2030, 23% da geração venha de fontes limpas como biomassa, eólica e solar (excluindo hidrelétricas).

Energia solar

Braga anunciou que o governo se prepara para lançar, com o BNDES, um programa para incentivar a implantação de energia solar em universidades federais, escolas técnicas federais e hospitais universitários.

"Estamos bastante avançados com o BNDES para lançar um programa que estabelecerá um novo paradigma", disse.

"Imagine cobrirmos os estacionamentos das universidades federais com energia solar? Isso as tornará neutras do ponto de vista do custo da energia elétrica e algumas delas serão, inclusive, exportadoras", completou.

O ministro ainda defendeu que o Brasil tem potencial de expansão de influência na América do Sul exportando energia para países como Chile, Colômbia e Peru.

"Nós podemos ser uma alternativa. Há um mercado na América do Sul que precisa de energia", disse.

Fonte: Folha Online

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