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Associação é referência no debate público e na implantação do biogás no Brasil

Difundir a importância do biogás e do biometano e ampliar a promoção desses combustíveis renováveis no Brasil por meio de estudos, fóruns e outras formas de comunicação, são alguns dos objetivos da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano, a Abiogás


Publicado em: 19/02/2016 às 09:15hs

Associação é referência no debate público e na implantação do biogás no Brasil

Fundada em 2013, a associação é voltada para a temática do biogás e do biometano, tendo como diretriz norteadora a proposição de um Programa Nacional de Biogás e Biometano (PNBB) relativo às questões de desenvolvimento, divulgação e outras políticas públicas para o biogás.

Os membros da Abiogás têm trabalhado com uma agenda junto ao governo para a implementação da proposta. Segundo o vice-presidente Alessandro Gardemann, a associação é o movimento que estava faltando para representar o biogás no Brasil. Na visão de Gardemann, essa energia renovável teve diversas iniciativas nos últimos 30 anos, mas sem uma política pública consciente e sem a mobilização da sociedade civil. “Dessa forma, resolvemos englobar todos os interessados da cadeia do biogás, como empresas, consumidores, fornecedores de equipamentos, de tecnologia, entre outros. Já tivemos alguns sucessos, como a possibilidade de participação em leilão para projetos em larga escala, do mercado regular de energia e a regulamentação do biometano como gás natural”, diz.

Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) abriu o mercado livre para a comercialização da energia elétrica e estímulo para pesquisa e desenvolvimento para a implantação do biogás e biometano na rede de energia elétrica, em 2012. O biogás também foi destaque em resolução de 2015 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP), que estipula parâmetros para o biometano como combustível renovável.

O trabalho culminou na proposta apresentada ao Ministério de Minas e Energia, Ministério da Agricultura, Pecuária e a Abastecimento e Ministério das Cidades. “O programa proposto tem a linha mestra de que como sociedade civil organizada o biogás precisa de políticas públicas e iniciativas do governo e órgãos reguladores para se tornar de fato um vetor energético, uma energia descentralizada e sustentável”, destaca.

Segundo o presidente da associação e ex-superintendente de energias renováveis da Usina Hidrelétrica de Itaipu, Cícero Bley, o programa é a maior razão da existência da entidade. “Precisamos fazer urgentemente a aplicação do PNBB para estabelecer uma diretriz do biogás e do biometano, pois ambos foram muito negligenciados nos últimos 40 anos no Brasil por vários equívocos técnicos, políticos, econômicos e comerciais”, destaca.

Para Bley, a soma desses equívocos sobrecarregou o biogás, criando a visão de uma energia renovável sem credibilidade, uma fonte negligenciada de energia. Dessa forma, a associação foi criada para inverter a imagem negativa do biogás. “Vivemos para recuperar esse passivo, para mostrar que o biogás é um produto confiável desde que obedeça a padrões de qualidade e de disponibilidade. Esses são dois critérios de valorização do biogás e esse conjunto de coisas pode significar algo tangível, recuperável”, diz.

“Vemos agora na associação um período de alta valorização do biogás, com uma interlocução forte com o Governo Federal para desenvolver no Brasil um biogás aplicável, confiável, que não queima as esperanças de produzir um novo produto agrícola. Esse é o grande valor do setor agroalimentar”, destaca.

Fonte: Projeto Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono

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