Publicado em: 23/11/2023 às 11:40hs
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou em comunicado que diversos fatores influenciaram o mercado de etanol nos últimos anos, como a redução no consumo de combustíveis durante a pandemia da Covid-19, a diminuição na moagem de cana na safra 2021/22 devido às condições climáticas e, no ano passado, a redução de tributos sobre a gasolina.
Apesar desses desafios, a Unica enfatizou que o RenovaBio manteve seu funcionamento inalterado, possibilitando mudanças significativas para a eficiência ambiental dos biocombustíveis. A entidade destacou que o programa permitiu a mitigação de 109 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera desde sua instituição até novembro deste ano.
A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) expressou apreensão diante da resistência das distribuidoras de combustíveis em serem parte da solução para os desafios do setor. A Unem ressaltou que o RenovaBio contribuiu para neutralizar as emissões da gasolina e do óleo diesel por meio dos créditos gerados pela indústria de etanol, biodiesel e biometano.
Miguel Ivan Lacerda, ex-diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, considerou fracos os argumentos das distribuidoras de combustíveis que alegam o suposto "fracasso" do programa. Ele destacou que a crítica tem mais a ver com a falta de reconhecimento do impacto ambiental do uso de combustíveis fósseis e a incompreensão do mercado de carbono.
As distribuidoras pleiteiam uma reformulação do programa, argumentando que a política apenas remunera os produtores de biocombustíveis sem cumprir a meta de descarbonização. Elas também reclamam dos preços dos créditos de descarbonização (CBios) e pedem que as obrigações do RenovaBio sejam transferidas para os produtores de combustíveis fósseis.
Fonte: Portal do Agronegócio
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