Preço do etanol sobe em São Paulo com chuvas e paralisação da moagem
Excesso de umidade reduz colheita e transporte da cana-de-açúcar, limita a oferta imediata do biocombustível e aumenta preocupação com o restante da safra
Publicado em: 23/09/2026 às 10:10hs
Os preços do etanol registraram forte alta no mercado paulista nos últimos dias, pressionados pela redução da oferta imediata. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as chuvas frequentes diminuíram o ritmo de moagem da cana-de-açúcar em importantes regiões produtoras.
Os volumes elevados de precipitação dificultaram a colheita e o transporte da matéria-prima até as unidades industriais. Com menos cana chegando às usinas, a produção de etanol perdeu ritmo e a disponibilidade do biocombustível no mercado diminuiu.
Agentes consultados pelo Cepea relatam que algumas unidades estão com as operações de moagem paralisadas e ainda não têm previsão definida para retomar as atividades.
Chuvas interrompem colheita e transporte de cana
O excesso de umidade impede a entrada das máquinas nas lavouras e compromete o deslocamento da cana até as usinas. Além de reduzir a produção diária, a situação dificulta o planejamento das unidades industriais.
A interrupção ocorre em um período importante para o andamento da safra. Quanto maior a duração das chuvas, mais difícil se torna recuperar o ritmo da moagem e processar o volume de matéria-prima inicialmente programado.
Esse cenário vem sustentando a valorização tanto do etanol hidratado quanto do anidro no mercado paulista.
Menor oferta sustenta preços do etanol
A redução temporária da produção limita a quantidade disponível para negociação imediata. Com estoques mais ajustados e incerteza sobre a retomada das usinas, os compradores enfrentam maior dificuldade para encontrar produto.
A expectativa de novas precipitações nos próximos dias reforça a cautela. O mercado acompanha as previsões meteorológicas para avaliar por quanto tempo a moagem poderá permanecer prejudicada e quais serão os efeitos sobre os preços.
Contratos e duração da safra entram no radar
Entre as principais preocupações estão possíveis atrasos na entrega de contratos e a necessidade de prolongar o calendário de moagem. Algumas usinas poderão estender as atividades para compensar os dias parados e reduzir o volume de cana sem processamento.
Nas áreas mais atingidas, existe ainda o risco de parte da matéria-prima permanecer no campo e ser processada somente na próxima safra.
A evolução das chuvas será determinante para o comportamento do mercado nas próximas semanas. Se as interrupções continuarem, a oferta de etanol poderá permanecer limitada, mantendo as cotações sustentadas em São Paulo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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