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Etanol

Preço do etanol cai com avanço da safra e maior oferta pressiona mercado, aponta Cepea

Etanol hidratado e anidro registram novas quedas na última semana de julho, enquanto indicador de Paulínia acumula quase 10% de recuo no mês diante do aumento da produção.


Publicado em: 03/08/2026 às 14:40hs

Preço do etanol cai com avanço da safra e maior oferta pressiona mercado, aponta Cepea

O mercado brasileiro de etanol encerrou a última semana de julho em baixa, refletindo o avanço da moagem da cana-de-açúcar e o aumento da oferta do biocombustível. Dados divulgados pelo CEPEA/ESALQ mostram que tanto o etanol hidratado quanto o anidro registraram desvalorização no período de 27 a 31 de julho, consolidando um movimento de acomodação dos preços durante a safra 2026/27.

A maior disponibilidade do produto no mercado segue pressionando as cotações, cenário que também foi observado no Indicador Diário de Paulínia (SP), uma das principais referências para o setor sucroenergético brasileiro.

Etanol hidratado registra nova queda semanal

Segundo o levantamento do CEPEA/ESALQ, o indicador do etanol hidratado combustível fechou a semana cotado a R$ 2,0454 por litro, o equivalente a US$ 0,4015 por litro, representando queda de 1,49% em relação à semana anterior.

O resultado reforça a tendência de enfraquecimento dos preços observada nas últimas semanas, impulsionada pelo aumento da produção nas usinas do Centro-Sul do Brasil.

Etanol anidro recua mais de 2%

O etanol anidro, utilizado na mistura obrigatória da gasolina, também apresentou desempenho negativo.

O indicador semanal foi fechado em R$ 2,3141 por litro (US$ 0,4543 por litro), acumulando desvalorização de 2,71% frente ao levantamento anterior.

O recuo acompanha o maior volume disponível no mercado e o ritmo da safra, que amplia a oferta do biocombustível para distribuição.

Paulínia registra queda diária e quase 10% de baixa em julho

No mercado paulista, o Indicador Diário de Paulínia (SP) apontou o etanol hidratado negociado a R$ 2.130,00 por metro cúbico na sexta-feira (31), com retração de 0,21% em comparação ao pregão anterior.

No acumulado de julho, o indicador apresentou queda de 9,96%, evidenciando a forte pressão exercida pela maior oferta de etanol durante o período de safra.

Oferta elevada deve continuar influenciando os preços

O avanço da colheita e da moagem da cana-de-açúcar segue ampliando a disponibilidade de etanol no mercado brasileiro, fator que tende a manter pressão sobre as cotações no curto prazo.

A evolução da produção nas principais regiões produtoras, aliada ao comportamento da demanda por combustíveis e às oscilações nos preços da gasolina, continuará sendo determinante para a formação dos preços do etanol nas próximas semanas.

Com o mercado abastecido e a safra avançando, o setor permanece atento ao ritmo da comercialização e às condições que poderão influenciar o equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

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