Etanol

Nova levedura pode elevar receita de usinas de etanol de milho em até R$ 34 milhões por ano

Tecnologia reduz tempo de fermentação, aumenta produtividade em até 9% e diminui custos operacionais nas usinas


Publicado em: 06/04/2026 às 14:30hs

Nova levedura pode elevar receita de usinas de etanol de milho em até R$ 34 milhões por ano
Nova tecnologia impulsiona eficiência no etanol de milho

Uma nova geração de leveduras desenvolvida pela Lallemand Biofuels & Distilled Spirits promete transformar a eficiência das usinas de etanol de milho.

A tecnologia reduz o tempo de fermentação de 55 para até 45 horas, uma diminuição de 18%, permitindo maior número de ciclos produtivos sem necessidade de ampliação da estrutura industrial.

Redução do tempo de fermentação aumenta produção

Com a fermentação mais rápida, as usinas conseguem liberar os tanques com maior agilidade, possibilitando até quatro bateladas adicionais por mês.

No Brasil, unidades que já adotaram a tecnologia registraram aumento médio de 16% no número de moagens, o que representa cerca de 50 mil toneladas adicionais de milho processado por ano.

Ganho de produtividade chega a 9%

O avanço operacional se traduz diretamente em maior produção de etanol.

Segundo a empresa, usinas com capacidade de moagem de 1.000 toneladas por dia podem alcançar um incremento de até 10 milhões de litros de etanol por ano, com ganho de produtividade de até 9%.

Receita pode crescer até R$ 34 milhões anuais

Os resultados financeiros também são expressivos.

O aumento da velocidade de fermentação pode gerar até R$ 30 milhões adicionais por ano em receita, equivalente a cerca de R$ 85 por tonelada de milho processado, sem necessidade de novos investimentos em infraestrutura (Capex) ou aumento relevante dos custos operacionais (Opex).

Somando a redução de custos com insumos, o ganho total pode ultrapassar R$ 34 milhões anuais por usina.

Redução de custos com enzimas reforça competitividade

Outro diferencial da nova levedura é a produção própria de glucoamilase, enzima essencial no processo de fermentação.

Com isso, a necessidade de aplicação externa pode ser reduzida em até 89%, gerando economia estimada em aproximadamente R$ 4,2 milhões por ano para usinas com capacidade de moagem de 1.000 toneladas diárias.

Melhor aproveitamento do amido aumenta rendimento

A tecnologia também conta com um pacote enzimático adicional que permite maior quebra das cadeias de amido, elevando a conversão em etanol.

Esse processo reduz o Açúcar Residual Total (ART), aumentando a eficiência da fermentação e o rendimento final da produção.

Maior resistência operacional reduz riscos

A nova levedura apresenta maior tolerância a condições adversas comuns no ambiente industrial.

Entre os principais avanços estão:

  • Resistência a temperaturas de até 37°C
  • Redução de 14% na produção de glicerol
  • Maior tolerância a ácidos orgânicos e contaminações
  • Melhor desempenho em ambientes com maior concentração de sólidos

Essas características reduzem o risco de falhas no processo e aumentam a estabilidade da produção.

Tecnologia acompanha crescimento do setor

O desenvolvimento da nova levedura está alinhado ao crescimento acelerado do mercado de etanol de milho no Brasil.

De acordo com a Lallemand Biofuels & Distilled Spirits, o objetivo é elevar a eficiência operacional das usinas, garantindo maior produtividade e sustentabilidade ao setor.

Com isso, a inovação reforça o papel da tecnologia como um dos principais vetores de competitividade na indústria de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

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