Mistura de etanol na gasolina sobe para 32% e reforça produção nacional, sustentabilidade e economia, avalia Sifaeg
Nova política de biocombustíveis fortalece segurança energética, reduz emissões e amplia investimentos no setor sucroenergético brasileiro
Publicado em: 25/06/2026 às 11:35hs
A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 27% para 32% representa um avanço estratégico para a matriz energética brasileira, com impactos diretos na sustentabilidade, na economia e na segurança energética do país. A avaliação é do Sifaeg, que destaca a medida como um reforço ao papel do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono.
Soberania energética e redução da dependência externa
De acordo com o presidente executivo do Sifaeg, André Rocha, o aumento da participação do etanol na gasolina fortalece a autonomia energética brasileira ao reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.
Segundo ele, a medida amplia o uso de um combustível renovável produzido no próprio país dentro de um derivado fóssil com maior exposição ao mercado internacional.
“Estamos ampliando a presença de um combustível renovável, produzido no Brasil, dentro de outro combustível que possui maior custo e depende, em parte, de importações. Isso fortalece nossa soberania energética, gera renda no interior do país e cria um ambiente favorável para novos investimentos no setor”, afirmou.
Impactos ambientais e transição energética
Além dos ganhos econômicos, o Sifaeg destaca que a ampliação da mistura contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
O etanol brasileiro é reconhecido internacionalmente por sua eficiência ambiental, com menor intensidade de carbono em comparação aos combustíveis fósseis. Com a nova proporção, a tendência é de maior contribuição do setor de biocombustíveis para o cumprimento das metas climáticas do país.
Geração de empregos e fortalecimento da economia regional
O setor sucroenergético tem forte presença no interior do Brasil, com impacto direto em centenas de municípios. A elevação da mistura tende a estimular toda a cadeia produtiva, desde o cultivo da cana-de-açúcar até a industrialização e distribuição do etanol.
Esse movimento deve resultar em mais investimentos, geração de empregos e fortalecimento das economias regionais, especialmente em estados com forte vocação agrícola.
Qualidade do combustível e desempenho automotivo
Outro ponto destacado pelo Sifaeg é a contribuição do etanol para a qualidade da gasolina comercializada no país. O biocombustível aumenta a octanagem do combustível, favorecendo uma queima mais eficiente nos motores.
Na prática, isso pode resultar em melhor desempenho dos veículos e menor emissão de poluentes, reforçando os benefícios técnicos da nova composição.
Medida estratégica para o futuro energético do Brasil
Para André Rocha, a ampliação da mistura de etanol na gasolina representa uma solução equilibrada entre desenvolvimento econômico, sustentabilidade e segurança energética.
“É uma medida que beneficia o país em várias frentes ao mesmo tempo. Fortalece a produção nacional, reduz emissões, melhora a qualidade do combustível e amplia a participação de uma fonte renovável e competitiva na matriz de transportes brasileira”, concluiu.
A nova política de biocombustíveis consolida o Brasil como referência global em energia renovável, ao mesmo tempo em que impulsiona a cadeia produtiva do etanol e reforça o compromisso com a transição energética. A expectativa do setor é de continuidade no avanço de políticas que valorizem fontes limpas e ampliem a competitividade da economia nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias