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Etanol sobe 2,51% no Sudeste, mas mantém menor preço médio do país a R$ 4,09

Biocombustível interrompe sequência de cinco meses de queda; São Paulo registra litro a R$ 3,91, enquanto gasolina e diesel também avançam na região


Publicado em: 21/09/2026 às 19:20hs

Etanol sobe 2,51% no Sudeste, mas mantém menor preço médio do país a R$ 4,09

O preço médio do etanol no Sudeste subiu 2,51% na primeira quinzena de setembro, na comparação com agosto, e chegou a R$ 4,09 por litro. Apesar da valorização, a região continua apresentando a menor média do biocombustível entre todas as regiões brasileiras.

Os dados fazem parte do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), elaborado com base nas transações realizadas nos postos de combustíveis. O resultado interrompe uma sequência de cinco meses de recuo nos preços do etanol no Sudeste.

A alta foi acompanhada por reajustes na gasolina, no diesel S-10 e no gás natural veicular. Somente o diesel comum permaneceu estável na comparação mensal.

Gasolina e diesel S-10 também ficam mais caros

A gasolina registrou aumento de 0,30% na primeira metade de setembro, alcançando preço médio de R$ 6,58 por litro no Sudeste.

O diesel S-10 avançou 0,57%, com média regional de R$ 7,04. O gás natural veicular apresentou elevação de 0,63% e foi comercializado, em média, a R$ 4,83.

Já o diesel comum manteve estabilidade, com preço médio de R$ 6,67 por litro.

Entre os combustíveis analisados, o etanol apresentou a maior alta percentual na região. Mesmo assim, continuou com preço médio inferior ao da gasolina e manteve competitividade em três dos quatro estados do Sudeste.

São Paulo tem etanol mais barato do Sudeste

São Paulo registrou o menor preço médio do etanol entre os estados da região, a R$ 3,91 por litro. O valor foi observado mesmo após uma alta de 2,89% em relação à média de agosto.

A combinação entre maior produção, infraestrutura de distribuição e proximidade das usinas contribui tradicionalmente para ampliar a oferta do biocombustível no mercado paulista.

Segundo a análise da Edenred Mobilidade, o etanol permaneceu como a opção economicamente mais vantajosa em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Espírito Santo, a gasolina apresentou a melhor relação de custo no período.

A competitividade, entretanto, pode variar conforme o modelo do veículo, o consumo, o preço observado em cada posto e as condições locais de abastecimento.

Minas Gerais registra menores preços do diesel e da gasolina

Minas Gerais apresentou as menores médias regionais para os dois tipos de diesel. O diesel comum recuou 0,90% e foi comercializado a R$ 6,57 por litro.

O diesel S-10 teve leve aumento de 0,14%, chegando a R$ 7,01. Mesmo com a valorização, o combustível permaneceu mais barato no estado do que nas demais unidades federativas do Sudeste.

A gasolina mineira também foi a mais barata da região, com média de R$ 6,53 por litro. Na comparação com agosto, porém, houve alta de 1,08%.

Os preços do diesel têm impacto direto sobre o agronegócio, já que o combustível é amplamente utilizado em máquinas agrícolas, caminhões e operações de transporte. Alterações nas cotações influenciam os custos de produção, armazenagem e escoamento das safras.

Espírito Santo concentra os maiores preços

O Espírito Santo apresentou os maiores preços médios dos principais combustíveis no Sudeste, apesar das reduções registradas na primeira quinzena de setembro.

O etanol recuou 1% e foi cotado a R$ 4,97 por litro, maior valor regional. A gasolina caiu 1,03%, mas continuou com a média mais elevada, a R$ 6,70.

No diesel comum, a redução chegou a 1,79%, levando o preço médio a R$ 7,12 por litro. O diesel S-10 ficou 1,24% mais barato, a R$ 7,16.

As diferenças entre os estados mostram que impostos, logística, custos de distribuição, estrutura concorrencial e distância das áreas produtoras continuam influenciando a formação dos preços nos postos.

Petróleo acima de US$ 100 pressiona mercado de combustíveis

A alta regional ocorreu em meio à volatilidade do mercado internacional de energia e ao aumento das preocupações com a oferta mundial de petróleo.

Durante o período analisado, o barril do Brent superou US$ 105, enquanto o WTI ultrapassou US$ 101. A valorização aumenta a pressão sobre os combustíveis derivados do petróleo e pode influenciar indiretamente a formação dos preços do etanol.

“A primeira quinzena de setembro trouxe um cenário diferente do observado nos últimos meses. Após um período de redução, a Região Sudeste registrou alta nos preços dos combustíveis”, afirma Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade.

Segundo o executivo, a escalada do petróleo refletiu o aumento da percepção de risco sobre o abastecimento global de energia.

Pesquisa de preços ganha importância para o consumidor

A diferença entre as médias estaduais reforça a necessidade de comparar os valores antes do abastecimento. Mesmo dentro de uma mesma cidade, os preços podem variar conforme o posto, a localização e a estratégia comercial.

Além da vantagem econômica observada em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o etanol apresenta benefícios ambientais por ser um combustível renovável e emitir menos gases de efeito estufa durante seu ciclo de produção e utilização.

A evolução dos preços na segunda metade de setembro dependerá do comportamento do petróleo, da oferta das usinas, da demanda nos postos e das condições de comercialização da gasolina. Após cinco meses de queda, a alta de 2,51% coloca novamente o mercado de etanol do Sudeste no centro das atenções.

Fonte: Portal do Agronegócio

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